Verzehr von Hundefleisch

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A Coreia do Sul vai suspender o consumo de carne de cachorro! Essa prática com certeza não é bem vista em muitos lugares fora da Àsia pelo fato cachorro ser considerado ” o melhor amigo do homem”. Recentemente esse assunto voltou a chamar a atenção de várias mídias porque o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, cogitou a possibilidade de proibir o consumo de carne de cachorro.

A carne de cachorro é consumida há muito tempo, mas em casos isolados, então não é algo da dieta sul-coreana. Pelo menos até um milhão destes animais seriam consumidos a cada ano neste país. Mas, conforme os sul-coreanos passaram a considerar os cães mais como animais de estimação do que fonte de alimento, o consumo começou a registrar queda e também a existência de ativistas em defesa dos animais.

O consumo da carne de cachorro não é tão grande como imaginamos, mas a pequena porcentagem (acredita-se que apenas 3,9 %) que ainda existe causa comoção. E os mais jovens condenam completamente essa prática que na realidade ainda existe devido à desigualdade social.

Consumo da carne de cachorro - cachorro

Início da prática

Não se sabe o momento exato em que a carne de cachorro passou a ser comum para os sul-coreanos, mas acredita-se que passou a ser mais consumida a partir da Dinastia Goryeo (918 – 1392), por meio de refugiados Khitan. Na sociedade Joseon havia um povo nômade chamados de Baekjeong, eles eram de classe baixa, a primeira classe de açougueiros.

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Os primeiros a consumir a carne de cachorro foram os descendentes dessas classes. Eles eram pobres, idosos e geralmente de zona rural. O governo do Período Joseon deu aos Baekjeong a missão de resolver o problema com animais ferozes, os tornando então um item alimentar para os mais pobres. Mas nesse mesmo período já havia pessoas contra esse tipo de consumo.

Um livro escrito pelo estudioso coreano Hong Seok-mo do ano de 1849, contém uma receita para um tipo de sopa que tem como ingrediente principal a carne de cachorro cozida (Bosintang) temperado com cebolas verdes e pimenta malagueta em pó. Dizem que esse prato serve para aumentar a virilidade.

Cães utilizados

Os cães que são comumente utilizados para o consumo da carne são os Nureongi (누렁이), um cachorro sem raça definida de cor amarelada e de raça como labradores, retrievers e cocker spaniels. Essas informações são do The Korea Observer. Os cães abatidos são ex-animais de estimação ou são criados já com essa finalidade.

As formas de abate são por meio da eletrocussão, enforcados ou espancados na cabeça antes da sangria. É importante ressaltar que práticas como essa estão cada vez mais raras devido às leis de proteção aos animais. No ano de 2015, foi relatado que quando os retrievers são vendidos como cachorros de carne, eles custam mais de 200.000 wons coreanos.

Consumo da carne de cachorro - carne de cachorro a venda

Tipos de pratos com carne de cachorro

Bosintang (보신탕; 補 身 湯) – ensopado com carne de cachorro cozida e vegetais.

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Gaegogi Jeongol (개고기 전골) – cozido de cachorro na grande panela Jeongol.

Gae Suyuk (개 수육; 개 水 肉) – carne de cachorro cozida

Gaegogi Muchim (개고기 무침) – carne de cachorro no vapor com alho poró coreano, vegetais e especiarias.

Gaesoju (개소주; 개 燒酒) – bebida da medicina chinesa com carne de cachorro, gengibre, castanha e jujuba.

Consumo da carne de cachorro - carne de cachorro
Gaegogi Jeongol

Leis de proibições

Em maio de 1991 a Coreia do Sul adotou a primeira Lei de Proteção Animal. No artigo 7 não proíbe explicitamente o consumo de carne de cachorro, mas sim de matar animais de maneira brutal. Também proíbe matar animais em áreas abertas.

Então não existe leis com relação ao abate humanitário desses animais. Mas a forma que esses animais são abatidos ainda passam por análise da lei. Em 2008 foi pedido, pelo Governo de Seul, que os cachorros fossem abatidos por regulamentação da lei, mas foram atacados por grupos de ativistas.

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10 anos mais tarde o tribunal municipal da cidade de Bucheon decidiu que matar cães para obter sua carne era ilegal. Já em 2021, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, diz querer acabar de uma vez por todas o consumo da carne de cachorro.

Consumo da carne de cachorro - lei korea

Consumo da carne de cachorro hoje

A quantidade de pessoas que ainda consome carne de cachorro na Coreia do Sul corresponde a 3,9 % da população, conforme uma pesquisa de 2018. Essa baixa porcentagem acredita no uso da carne de cachorro para benefícios medicinais, para melhorar a saúde e virilidade.

Porém, o início desse consumo foi marcado pela questão da desigualdade social, pois a carne de cachorro era mais acessível do que uma carne de porco ou de frango, por exemplo. Tanto é que esses pratos não eram facilmente encontrados em restaurantes conhecidos.

Em 2019 um mercado de carne de cachorro em Gupo, na Coreia do Sul, teve suas portas fechadas e um parque construído no lugar. O mercado era considerado um dos maiores do gênero no país. Nesse mesmo ano pelo menos 100 restaurantes serviam esse tipo de prato, mas foi diminuindo.

Consumo da carne de cachorro - cachorro preso

Após meses de negociação, as autoridades coreanas chegaram a um acordo com os 19 vendedores de carne canina que operavam no espaço. O mercado de Gupo era conhecido por manter animais vivos em gaiolas para o abate e servir carne canina fresca. Em 2021 o último mercado nesse ramo fechou. Matadouros também foram fechados.

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Atualmente muitos sul-coreanos tem os cachorros como animais de estimação e muitos são contra esse tipo de consumo. É comum até protestos em defesa dos cachorros e a abolição definitiva da carne de cachorro.

Ainda existe o preconceito contra sul-coreanos por causa da carne de cachorro, mas o que não se sabe é que essa prática é de uma minoria mais antiga e que a Coreia do Sul não é o único país que faz o consumo, outros países comem carne de cachorro como a China, Vietnã e Nigéria.