Tabus Sociais do Japão – Duas palavras proibidas

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Existem duas palavras que são praticamente tabus dizer em público no Japão. Jamais, em hipótese alguma, diga essas duas palavras em qualquer ocasião social. As duas palavras proibidas em questão são マンコ (manko) e チンコ (chinko).

Em português claro, significam “boceta” e “pinto”, respectivamente. Dizer o nome dos genitais em voz alta, especialmente o feminino, é uma das mais graves trapalhadas em público. Em vez disso, um japonês implicará as regiões inferiores dizendo “あそこ” (asoko), que significa “lá” e é geralmente entendido.

Esse tabu é tão forte que uma artista japonesa foi presa por acusações de obscenidade por vender e distribuir os arquivos de design para fazer modelos impressos em 3D de sua vulva.

Ela foi informada de que não tinha permissão para usar a palavra “manko”. Isso traz um ponto de cautela: com uma preponderância de nomes japoneses femininos terminados em “ko”, os novos falantes de japonês devem ter cuidado para evitar um deslize da língua. Tenha cuidado para não perguntar acidentalmente “Você viu manko?” ou “Você viu chinko?” Isso não vai acabar bem.



Vulgaridade é um dos tabus mas também é um paradoxo

A ironia disso tudo é, o Japão é um país socialmente conservador. Até aí, morreu Neves. Só que, ao mesmo tempo, o Japão é o país que mais exporta pornografia pro exterior. O acesso a pornografia no Japão é fácil mas, muito, muito fácil. Em qualquer banca no Japão, você consegue encontrar revistas pornográficas ou mangás do gênero hentai.

Paradoxalmente, você não pode proferir palavras obscenas em público. No entanto, o consumo de pornografia é muito comum tanto entre os mais jovens quanto os mais velhos. Sem contar a reputação de relações incestuosas no Japão.



Sendo assim, a vulgaridade, algo que é considerado um tabu na sociedade japonesa também é um “bem de consumo”, por assim dizer. No entanto, apesar das atitudes contraditórias, proferir manko ou chinko em um situação social pega mal. Os japoneses não tem o costume de dizer 4 palavrões pra cada 10 palavras que eles falam, ao contrário da gente.

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