Japão – Setores de Aplicação da Ciência e Tecnologia

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Como muitos sabem, o Japão está entre os líderes no mundo, quando a questão é ciência e tecnologia. Eles sempre estão desenvolvendo pesquisas e inovando vários ramos da tecnologia. Empresas multinacionais, como Sony, Panasonic, Honda e Mitsubishi, são algumas da várias que tem suas sedes principais no Japão, ou seja, são empresas japonesas.

No entanto, o Japão também é limitado e se foca em alguns ramos principais e de mais importância para eles. Isso também acontece por causa do capitalismo, afinal o que move as pesquisas são a renda que elas podem gerar, por isso elas recebem o apoio financeiro, ou seja, quanto mais dinheiro o resultado da pesquisa gerará, maior o investimento na pesquisa. Por isso não vemos tantos esforços em procurar a cura das doenças, elas preferem pesquisar métodos paliativos. Claro que não se aplica ao geral, pois existem vários casos em que este comentário não se prova válido.

Enfim, voltando ao tema principal, que é a ciência e a tecnologia no Japão. Podemos afirmar que elas são principalmente focadas e proeminentes em alguns ramos de pesquisas. E são deles que iremos aprender neste artigo.



Eletrônica de consumo no Japão

Creio eu que este tópico não é surpresa nenhuma, afinal este é um setor que movimenta uma quantidade absurda de dinheiro. Um exemplo prático é a quantidade de celulares no mundo. Temos mais celulares do que gente no mundo, é esse número do cresceu nos últimos anos.

Para demonstrar em números essa afirmação, vamos pegar o número de pessoas (7bilhões), decidi, colocar apenas um número para facilitar, se pegarmos os preços de celulares e smartphones, teremos uma média (esses não são dados oficiais, são apenas números da minha opinião com base no que eu leio e vejo na internet)de 500 R$ por aparelho, com isso teremos um mercado de 3,5 trilhões de reais, e ainda em crescimento. Isso é maior do que o PIB da maioria dos países do mundo. Para se ter uma noção o PIB do Japão, gira em torno de 4,5 à 5 trilhões de dólares. Com isso podemos perceber por que existem tantas empresas e pesquisas voltadas exclusivamente para esse ramo científico.

Mas, não é só por causa dos celulares que esse ramo é gigantesco. Para entendermos melhor, vou colocar a definição desse ramo.

Eletrônica de consumo são equipamentos electrónicos ( analógicos ou digitais ) destinados ao uso diário, normalmente em residências particulares. Ou seja, ela engloba dispositivos utilizados para entretenimento ( TVs de tela plana, aparelhos de DVD , vídeo games, drones, brinquedos de controle remoto, etc.), comunicações ( telefones , telefones celulares , Smartphones, Iphones, iPads, etc.), e aparelhos de home-office (por exemplo, , computadores de mesa ,impressoras , trituradores de papel , etc.). 

Esse ramo é o ideal para empresas capitalistas investirem, pois o retorno é garantido na maioria dos casos, e em alguns específicos, o retorno é gigantesco, como é o caso do sucesso dos smartphones.



Robótica no Japão

A robótica é um ramo interdisciplinar de engenharia e ciência que inclui engenharia mecânica , engenharia eletrônica , ciência da computação e outras. Robótica lida com o projeto, construção, operação e uso de robôs , bem como sistemas de computador para seu controle, feedback sensorial e processamento de informações .

Essas tecnologias são usadas para desenvolver máquinas que podem substituir seres humanos e replicar ações humanas. Os robôs podem ser usados ​​em qualquer situação e para qualquer finalidade, mas hoje muitos são usados ​​em ambientes perigosos (incluindo a detecção e desativação de bombas ), processos de fabricação ou onde os seres humanos não podem sobreviver. Os robôs podem assumir qualquer forma, mas alguns são feitos para parecer humanos na aparência. Isso é dito para ajudar na aceitação de um robô em certos comportamentos replicativos geralmente realizados por pessoas. 

Esses robôs tentam replicar andar, levantar, falar e basicamente qualquer coisa que um humano possa fazer. Muitos dos robôs de hoje são inspirados pela natureza, contribuindo para o campo da robótica de inspiração biológica. Esse é um tópico bem discutido na sociedade, temos vários filmes falando de máquinas com IA(inteligência artificial) dominando o mundo ou controlando pessoas em prol da destruição da sociedade. Todas as discussões vem com a pergunta “ até onde podemos confiar nas máquinas ?”

O conceito de criar máquinas que podem operar de forma autónoma remonta aos tempos clássicos, ou seja, já existiam ideias desse tipo a muitos anos atrás. Mas a pesquisa sobre a funcionalidade e os usos potenciais dos robôs não cresceu substancialmente até o século XX, pois muita gente acreditava que essas eram ideias loucas e mirabolantes, esse tipo de pensamento não se direciona apenas para esse tópico, desde o começo dos tempos existe esse tipo de pensamento, temos exemplos com Albert Einstein, Charles Darwin, Nikolas Tesla, Santos Dumont, Tomas Edison, Ludwig van Beethoven, Henry Ford, Graham Bell e muitos outros que foram considerados loucos por causa de suas ideias, que mais tarde se tornaram pilares extremamente fundamentais para a sociedade que conhecemos hoje.

Ao longo da história, tem sido frequentemente assumido que os robôs um dia serão capazes de imitar o comportamento humano e gerenciar tarefas de uma maneira humana. Hoje, a robótica é um campo em rápido crescimento, à medida que os avanços tecnológicos continuam; pesquisar, projetar e construir novos robôs servem a vários propósitos práticos, seja nacional , comercial ou militarmente.. Muitos robôs são construídos para realizar trabalhos que são perigosos para as pessoas, como desarmar bombas, encontrar sobreviventes em ruínas instáveis ​​e explorar minas e naufrágios. A robótica também é usada em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) como auxílio de ensino.

O autor de ficção científica Isaac Asimov é frequentemente creditado por ser a primeira pessoa a usar o termo robótica em um conto escrito nos anos 1940. Na história, Asimov sugeriu três princípios para orientar o comportamento de robôs e máquinas inteligentes. As três leis da robótica de Asimov , como são chamadas, sobreviveram até o presente:

  1. Os robôs nunca devem prejudicar os seres humanos.
  2. Robôs devem seguir instruções de humanos sem violar a regra 1.
  3. Os robôs devem se proteger sem violar as outras regras.

Enfim, esse ramo é um dos mais observados principalmente no Japão, eles pesquisam ao máximo o desenvolvimento de máquinas autônomas, afinal o mundo está buscando sempre por esse tipo de produto. Principalmente na área de IA, o Japão é uma das maiores referências na área. No entanto se formos pensarmos por outro ângulo, veremos que quanto mais robôs trabalhando, menos seres humanos vai ter, ou seja reduzindo empregos ainda mais e exigindo pessoas ainda mais capacitadas para os trabalhos. Mas essa discussão não é relevante neste artigo.



Indústria automotiva no Japão

O termo automotivo foi criado a partir de automóveis gregos (self) e o latim motivus (de movimento) para representar qualquer forma de veículo autoalimentado. Este termo foi proposto por Elmer Sperry ( Elmer Ambrose Sperry foi um inventor e empreendedor estadunidense.)

Não preciso nem comentar, o tamanho deste setor e a renda que ele tem. Para isso basta olhar para a rua, dependendo da cidade poderá contar dezenas ou até mesmo centenas em um único dia. Mas esse setor de tecnologia não pertence somente aos carros, ele engloba também motos, barcos, máquinas agrícolas e rodoviárias etc. No entanto iremos se concentrar apenas nos carros, pois é o que tem mais relevância para o artigo.

indústria automobilística do Japão  é uma das maiores indústrias do mundo. O Japão esteve entre os três países com maior produção de carros desde a década de 1960, ultrapassando a Alemanha, que é uma das grandes referências nesse setor. A indústria automotiva no Japão cresceu rapidamente da década de 1970 até a década de 1990 (quando ela visava tanto o mercado doméstico quanto as exportações). Após a entrada de fabricantes chineses na década de 2000 e as flutuações econômicas dos Estados Unidos, o Japão figurou como terceiro maior produtor automotivo no mundo com uma produção anual de 9,9 milhões de automóveis em 2012.

Os investimentos japoneses ajudaram a desenvolver a indústria em muitos países nas últimas décadas. Na década de 1970, o Japão foi o pioneiro na fabricação robótica de veículos. O país abriga um grande número de empresas que produzem carros, veículos de construção, motocicletas e motos. Entre elas podemos citar a Honda, a Nissan, a Suzuki, A Mitsubishi, a Yamaha e a Mazda e várias outras, entre elas a maioria são grandes empresas multinacionais extremamente populares no Brasil.

Os carros projetados no Japão ganharam os prêmios Carro do AnoCarro Internacional do Ano e Carro Mundial do Ano por muitas vezes.

A indústria automotiva envolve uma ampla gama de empresas e organizações envolvidas no projeto, desenvolvimento, fabricação, marketing e vendas dos veículos automotores. Este é um dos setores econômicos mais importantes do Japão é do mundo em receita . A indústria automotiva não inclui indústrias dedicadas à manutenção de automóveis após a entrega ao usuário final, como oficinas de reparação de automóveis e postos de abastecimento de combustíveis, isso quer dizer que esse setor consegue girar ainda mais renda de modo indireto na economia dos países.

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