Comércio escravo de japoneses pelos portugueses

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Comércio escravo de japoneses é um assunto que pouca gente ouviu falar. Apenas mais um de vários assuntos obscuros sobre o Japão. É fato que o primeiro contato entre portugueses e japoneses aconteceu em 1543, mas, foi somente durante o século XIX que houve uma relação concreta entre as duas nações.

Um dos resultados mais notórios durante o contato entre japoneses e portugueses foi a introdução de novos fonemas na língua japonesa como o pa (ぱ/パ) pe (ぺ) pi (ぴ/ピ) po (ぽ/ポ) pu (ぷ/プ). No entanto, relações comerciais não eram a única coisa que havia entre Japão e Portugal.

Na mesma época, portugueses compravam japoneses para comércio escravo e os vendiam para o exterior, inclusive para Portugal.



O comércio de escravos japoneses

O Japão teve contato pela primeira vez com a Europa em 1543, através dos portugueses. Duas das três novidades revolucionárias para o Japão que surgiram a partir desse encontro casual são bem conhecidas – armas de fogo e cristianismo.

A terceira não tão conhecida, era o tráfico de escravos. Muito antes disso, escravos japoneses estavam sendo comprados e vendidos não só em toda a Ásia, mas em Portugal e Argentina. Alguns escravos eram cativos nas guerras civis, vendidas pelos seus captores japoneses aos comerciantes portugueses.

Comércio escravo de japoneses pelos portugueses

Outros vendiam seus filhos na escravidão para tirá-los da pobreza esmagadora ou eram trocados por pólvora. Mulheres eram vendidas como concubinas por donos de bordéis, parentes distantes ou por seus próprios maridos.

As autoridades portuguesas eram desfavoráveis ao tráfico, pois trouxe Portugal e o cristianismo à uma baixa reputação, amortecendo o potencial de comércio e conversão religiosa. Houve esforços rápidos para deter o tráfico, mas comerciantes portugueses se recusaram a largar mão de seus escravos.



O fim da escravidão japonesa

O Rei de Portugal Sebastião temia que a alta importação de escravas sexuais japonesas pela igreja estivesse causando um efeito negativo ao proselitismo católico, então ele ordenou que fosse proibido em 1571. Consequentemente os estrangeiros foram expulsos do Japão, o que causou um isolamento cultural de mais de 250 anos.

Comércio escravo de japoneses pelos portugueses

Tudo aconteceu quando Toyotomi Hideyoshi, o homem que unificou o arquipélago do Japão, enfureceu-se quando soube da escravização e comércio de seu próprio povo.

Ele liderou uma campanha para cessar relações estrangeiras com o Japão. Posteriormente, Hideyoshi ordenou aos jesuítas a liberação dos escravos japoneses e proibiu o proselitismo cristão no Japão.



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