Todos nós ficamos estressados diariamente por causa dos problemas, correria, ansiedade, etc. Os japoneses possuem maneiras diferentes de aliviar o estresse que vamos compartilhar com vocês neste artigo, do banho quente depois do trabalho até o shinrin-yoku, o banho de floresta.
Embora uma certa quantidade de estresse em nossas vidas seja normal e até mesmo necessária, o estresse excessivo pode interferir nas atividades diárias e pesar na vida pessoal e na saúde. Yoga, tai chi e outras práticas da lista nasceram fora do Japão e mesmo assim entram na rotina de muita gente por lá.
Sumário 3
Básico japonês para aliviar o estresse
Meditação Zen. A meditação zen ajuda a aliviar o estresse e a pressão diária. Feche os olhos, respire bem e deixe os pensamentos passarem sem se agarrar a eles. Dá para se desestressar em qualquer lugar. Nos templos japoneses, a forma tradicional se chama zazen: sentar com a coluna ereta e observar o que aparece, em vez de forçar a mente a ficar vazia. O passo a passo está no nosso artigo sobre zazen, a meditação zen budista.
Terapia com incenso. Queimar esses aromas e senti-los vai te ajudar a ficar calmo e aliviar seu estresse. O cheiro deixa a mente calma; assistir à queima também pode acalmá-lo. Existem vários aromas como lavanda, sakura, madeira, sândalo e outras misturas para meditação.
Onsen e casas de banho. Muita gente no Japão recorre à fonte termal e à casa de banho pública, o sento, para relaxar. Alguns passam no sento todos os dias depois do trabalho; o onsen, com água de nascente, costuma ser um programa mais especial. Nesses locais você encontra várias piscinas, saunas, massagens, cadeiras de massagem e até espaço para uma boa leitura.

Ashiyu. Prática popular nas cidades com onsen, consiste em um spa para os pés. Encha uma banheira de água morna, adicione aromas e sais de banho, coloque os pés e aproveite o relaxamento. No Japão o ashiyu aparece em estações, ruas de cidade termal e na entrada de alguns estabelecimentos: você senta, mergulha só os pés e segue o caminho.
Ouvir músicas. As trilhas japonesas costumam dar prazer e relaxamento. Você encontra diversas trilhas naturais, tradicionais ou até modernas na internet para ouvir e relaxar.
Faça o chá verde. Tente você mesmo preparar um matcha da maneira tradicional, batendo o pó com o chasen, o batedor de bambu. Tanto beber o chá como fazê-lo pode ser relaxante: o gesto lento da tigela e a L-teanina do chá verde acalmam sem apagar o foco.
Visitar locais relaxantes. As cidades japonesas são cheias de verde, pontos turísticos, parques e jardins que você pode visitar para relaxar e apreciar a natureza. Caso queira algo radical, visite um café de gatos e relaxe com muita fofura. Animais de estimação podem ser relaxantes.

Praticando exercícios e artes marciais
Aikido. Diferente do karatê ou do taekwondo, essa arte promove a serenidade mental e o respeito pelos outros, ao mesmo tempo que rejeita a violência. Os movimentos são tipicamente circulares e podem melhorar a sua capacidade de concentração enquanto equilibram a mente, aliviam o estresse e tonificam os músculos. Morihei Ueshiba organizou o aikido no Japão do século XX a partir de escolas mais antigas de jujutsu.
Shiatsu. Aqui você exerce pressão sobre vários pontos específicos do corpo relacionados ao sistema nervoso e a órgãos vitais. O shiatsu pode reduzir a tensão, dar energia, regular a pressão, aliviar ansiedade e distúrbios do sono. No Japão a prática tem reconhecimento como terapia manual, feita com polegar e palma.
Shinrin-yoku. O banho de floresta, proposto no Japão em 1982 pela Agência Florestal, consiste em caminhar devagar numa floresta ou parque arborizado e absorver a atmosfera: som, cheiro, luz e chão. Andar descalço pode entrar nesse contato com a terra; o núcleo da prática continua sendo a imersão sensorial, em ritmo de passeio. Pesquisas japonesas associam o shinrin-yoku a queda de cortisol, da pressão arterial e da ansiedade, além de um empurrão no humor e na atenção.

Reiki. Terapia japonesa que busca estimular certos pontos do corpo para canalizar a energia, o ki. Mikao Usui formulou o método no Japão do início do século XX, e muita gente usa as sessões para desacelerar.
Outros métodos que não nasceram no Japão podem te ajudar, como Do-in, tai chi e yoga. Fazer outras coisas como respirar fundo, rir e descansar os olhos também é útil para aliviar o estresse.
Você sabia? Algumas empresas e pessoas costumam trabalhar junto com gatos, cães e cabras nos escritórios para evitar o estresse.
O método japonês com as mãos para reduzir o estresse
Existe uma técnica japonesa que consiste em entender que cada um dos dedos da mão representa um sentimento e uma atitude diferente. Essa técnica, o Jin Shin Jyutsu, busca restabelecer o equilíbrio energético do corpo e aliviar tensões físicas e emocionais. Jiro Murai a reorganizou no Japão no século XX; Mary Burmeister levou o método para o Ocidente.
Quando conhecermos o que cada dedo representa, podemos tirar de 2 a 5 minutos por dia e prender cada um dos dedos com a mão contrária, exercendo uma pressão suave neles e, assim, trabalhando a emoção que desejamos acalmar. Comece com a mão direita e repita com a esquerda. Você também pode massagear os pontos da mão.
- Polegar: ajuda a combater a preocupação, o nervosismo e a ansiedade;
- Indicador: ajuda a combater o medo;
- Dedo médio: ajuda a controlar a raiva, a ira e a indignação;
- Anelar: ajuda a lidar com a tristeza e a queda de ânimo;
- Mindinho: ajuda a soltar o esforço de “tentar dar conta de tudo” e a pretensão de estar sempre bem.
Esta técnica tão simples emprega vários conceitos da medicina oriental tradicional e os junta num método fácil de fazer em casa. Murai chegou a chamá-la de arte da felicidade.

Nossas mãos se ligam ao corpo
Pode parecer algo espiritual, mas na tradição do Jin Shin Jyutsu cada dedo corresponde a órgãos e a atitudes que influenciam certos sentimentos. Segurar o dedo é um exercício dessa correspondência. Quem tem dor ou doença precisa de acompanhamento de saúde; a lista abaixo descreve o mapa tradicional da arte:
- O polegar: o estômago e o baço, dores de cabeça, problemas de estômago e distúrbios da pele;
- O dedo indicador: rins e bexiga, dores musculares e problemas digestivos;
- O dedo médio: a vesícula biliar e o fígado, dor menstrual ou dores de cabeça, problemas com a visão, problemas circulatórios e fadiga;
- O dedo anular: o cólon e os pulmões, problemas com a digestão ou o sistema respiratório, especialmente a asma;
- O dedo mindinho: o coração e os intestinos, problemas ósseos.
Se quiser testar alguma coisa hoje, comece pelo que cabe na rotina: dois a cinco minutos segurando um dedo, um matcha batido com calma ou uma caminhada lenta num pedaço de verde. Quem estiver no Japão soma sento, ashiyu e onsen a essa lista. Se lembrar de outra prática que realmente te ajuda, deixa nos comentários.






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