Curiosidades sobre o Aborto no Japão

,
Post by //

O aborto (中絶 – Chūzetsu) no Japão é legalizado desde o ano de 1948. Felizmente o Japão têm uma taxa de gravidez indesejada bastante pequena. Não é comum discussões religiosas, ou morais em torno da liberação do aborto, a única preocupação do governo é que isso ajuda a diminuir a taxa de natalidade japonesa que é um grande problema.

O Japão só permite o aborto com consentimento da mãe e se for por um motivo valido. Qualquer pessoa que tentar praticar ou induzir o aborto sem o consentimento da mãe ou utilizando métodos clandestinos e não autorizados, podem ser punidos e presos.

Historia do Aborto no Japão

O Japão têm uma longa historia sobre o aborto, ele já foi proibido por muito tempo de 1842 até 1923. Depois deste ano os médicos tinha permissão para realizar o aborto em casos de emergência em que colocava a vida da mãe em risco. Depois da segunda guerra mundial o Japão sofria escassez de alimento e acabou legalizando o aborto.

Atualmente, o aborto é amplamente aceito por mais de 70% da população no Japão, isso não significam que eles concordam em abortar, apenas não têm problemas com a lei que permite o aborto e acha que é opção da família decidir tal ato. Outro grande fator é que os japoneses não possuem o costume de se intrometer na vida e decisão dos outros, eles acham falta de respeito e educação ir contra uma opinião alheia.

Vale lembrar que a pratica do aborto é algo que acontece a muitos séculos no mundo todo. Antigamente utilizava-se métodos absurdos como chutar a barriga da mãe, expor a grávida ao frio intenso e etc. Aconteceram vários casos bizarros de aborto e assassinatos de bebes que fizeram o governo decidir a legalização do aborto, um deles foi uma parteira que acabou matando centenas de bebes recém-nascidos, com falso argumento de estar preocupado com a condição das famílias em criar os bebes.

Aborto sem motivo não é permitido no Japão, mas…

Outra coisa que muitos acabam confundindo, é que o Japão não permite o aborto por qualquer motivo. O aborto no Japão está disponível apenas para mulheres em circunstâncias limitadas, com saúde comprometida ou dificuldades econômicas. Porém, os médicos licenciados que supervisionam e realizam o aborto, fazem vista grossa para essas regras. Sendo assim qualquer mulher pode utilizar um simples pretexto para abortar sem ter problemas com a lei.

De acordo com a lei japonesa, você pode abortar caso:

  • A gravidez foi um resultado de estupro.
  • Não tem condições financeiras para sustentar o filho.
  • Pode comprometer a saúde da mãe.
  • Pode prejudicar a saúde mental ou psíquica da mãe.
  • Não tem condições mentais para cuidar de uma criança.

Dados sobre o aborto no Japão

Os números mostram que os médicos e as famílias não são honestas em relação aos motivos permitidos para o aborto. Cerca de 250 mil abortos acontecem no Japão por ano, é impossível que esse numero seja de mães com problemas. Acredita-se que a cada 1.000 mulheres grávidas no Japão, 40 abortam. Vale lembrar que os números nunca são exatos, já que médicos acabam ocultando esses números para não pagarem impostos ou para abortar sem motivo valido.

O Japão possui a menor taxa de gravidez na adolescência do mundo. Apenas 4 a cada 1.000 gestações são de garotas com menos de 19 anos. Dos abortos que acontecem no Japão, apenas 8% pertencem a jovens com menos de 20 anos. Uma das coisas que acabam levando as adolescentes a cometer o aborto, é a discriminação com jovens grávidas.



Curiosidades sobre o aborto

Você provavelmente já ouviu falar sobre os Kokeshi, que são bonecos de madeira bastante populares como enfeites e lembranças. Esses bonecos originalmente eram usados por famílias que tinham tido um aborto (natural ou induzido). Eles eram colocados na casa para representar a criança não-nascida e assim tentar reparar o mal que fizeram.

No Japão também há muitos templos dedicados aos “mizuko” que significam “crianças da água”, mas uma das explicações para a origem etimológica dessa palavra é que usando outros kanji mas mantendo a mesma leitura, essa palavra pode significar “crianças não-vistas” (porque não chegaram a nascer). Muitas mulheres que praticaram abortos vão a esses templos para rezar pelas almas dos filhos abortados, como uma maneira de pedir perdão e reparar o erro. Quando eu estive viajando ao Japão eu encontrei isso no templo próximo a Torre de Tokyo (Veja foto de destaque no topo do artigo).



Minha conclusão sobre o assunto

Eu fiquei bastante aliviado em saber que perante a lei o aborto por qualquer motivo é proibido, é uma pena que essa regra não é totalmente aplicada com firmeza e muitos abortos são cometidos por motivos futeis. A verdade é que o aborto no Japão é um assunto bastante delicado e eu infelizmente não tive tempo de abordar nem metade do assunto. Apesar do Japão permitir o aborto, é curioso citar que mesmo no Brasil sendo proibido, acontecem mais de um milhão de abortos por ano.f

[Total: 9 Nota: 3.4]
Por Favor! Compartilhe Nosso artigo:


16 comentários sobre “Curiosidades sobre o Aborto no Japão

  1. Parabens Bruna.
    E citar religião em questão de aborto é no minimo medieval ou insinuar que a religião “daqui” é melhor que a “deles”.
    Desrespeito.
    Enfim, no japão o aborto é legalizado cumprindo-se regras legais.
    Parabens Nihon

  2. Bem, a estatística de um milhão de abortos no Brasil e falsa e há diversas fontes que mostram isso. Particularmente, vale a pena citar o trabalho da Isabela Montovani, que, na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa apresentou um cálculo muito melhor elaborado, com dados até do DataSUS. Também a resposta do Bernardo Küster é igualmente válida. Fato é que sempre apresentam um número tão alto que, em muitos casos, quando um país aprova o aborto, o número de ocorrências é bem inferior e dá a impressão de que o número é diminuído, mas bastam poucos anos para se perceber que o número aumenta, sim, é só o começo que tinha sido inflado mesmo. Olha como está o Uruguai, onde o aborto cresceu 37%. Aliás, podem pesquisar também sobre o número de mortes maternas e o próprio Ministério da Saúde fez um levantamento a pedido do deputado Diego Garcia e o número é muitíssimo menor do que costumava ser alardeado.

    Alguns países que recentemente tiveram o aborto passando pelos processos legislativos foram claramente influenciados por dinheiro de instituições internacionais como a IPPF. A Irlanda já rejeitou o aborto diversas vezes, mas basta você conferir a atuação de organismos lá e será perceptível todo o trabalho envolvido nesses esquemas. Um dia desses saiu notícia sobre um robô entregando pílulas abortivas na Irlanda do Norte, atuando por meio de brechas na legislação e sendo controlado de outro país; claramente, tem muito dinheiro envolvido nessa história, principalmente com grupos que lucram alto realizando abortos. Existe toda uma indústria por trás e os meios pelos quais se tenta fazer propaganda favorável são os mais sujos possíveis.

    Quanto a quem diz que homem não tem direito a opinar, citei uma mulher logo no começo, mas parece que a opinião das mulheres que pensam assim não importa, não é mesmo? A tentativa de fazer o assunto ser o mais subjetivo possível dizendo que “a sua opinião não deve se aplicar a sociedade” é ridícula, considerando que, numa democracia, é justamente a sua opinião que você vai tentar defender; se uma pessoa realmente crê que o aborto seja assassinato, ela, se realmente tiver um mínimo de consideração, vai defender com todas as suas forças que o aborto não seja legalizado. Se devemos trocar o hino ou a bandeira, se os estados deveriam ser reorganizados, se deveríamos trocar a moeda etc. é questão de opinião, mas se você envolve o nascimento de uma pessoa, aí deixa de ser só “sua opinião é essa e a minha é essa”. O processo passa a ser o de buscar a verdade, não o de simplesmente opinar se acha que é vida ou não.

    O descobridor da causa genética da síndrome de Down, Jérôme Lejeune, inclusive advoca que o embrião seja um ser humano desde a concepção, visto que o cariótipo já pode ser analisado e um estudante certamente seria reprovado se não conseguisse identificar que pertence a um ser humano, considerando também que você não vai ver adições genéticas depois disso. Agora, se o fato de sentir ou não dor não pode ser usado como distinção porque algumas pessoas não conseguem ter essa sensação mesmo que já estejam bem amadurecidas, fora que adultos podem estar incapacitados de responder a estímulos temporariamente, mas também não estariam mortos. Toda essa problemática não é só biológica, mas também é filosófica, visto que envolve a percepção do ser humano do ponto de vista social. E mesmo a medicina não fala por si própria, a ciência não fala por si própria, mas é um compilado de diversas explicações das quais algumas são mais plausíveis que outras durante determinado período, mas podem mudar drasticamente com o tempo. Por ora, o que sabemos do ponto de vista meramente científico, é que não sabemos. E se não sabemos, considerando só a ciência, e vamos adiante, seria como um motorista bêbado indo dirigir porque não sabe realmente se vai bater em alguém ou não até cair na estrada.

    “Ah, mas, se colocar pra adoção, a gente não sabe o que vai ser da vida dessa pessoa, porque muitas vezes as condições não são boas”. Realmente, a gente não sabe, e é por não saber que nós devemos justamente deixar que viva, ainda que numa situação bem pobre, porque várias pessoas conseguem se sobressair. Eu, pessoalmente, preferiria ter sido criado em um leito bem pobre do que ter sido eliminado. O materialismo é tanto que é melhor ser morto do que ter condições mínimas, mas ter uma chance, ainda que pequena, de poder se sobressair, de poder realmente batalhar por algo.

Comentários do site