Advogados no Japão – Conheça um Pouco Mais

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Aqui no Brasil é comum as pessoas procurarem a justiça para resolver suas disputas. Existem várias situações e impasses que necessitam de alguma tipo de autoridade para serem resolvidas. Infelizmente, aqui no Brasil as situações muito frequentes, logo as profissões como advogados e juízes são altamente valorizadas

No entanto, dificilmente vemos tais situações no Japão. Se formos parar para pesquisar um pouco, os advogados mais comuns são aqueles empresariais. Sim, aqueles que trabalham com empresas, e não com civis.

É nessa parte que fica a curiosidade sobre os advogados no Japão. E estamos prestes a descobrir um pouco mais sobre esses profissionais, basta continuar lendo. Lembrando que será um artigo breve e sem muita enrolação.

Advogados no Japão - Conheça um Pouco Mais

 



Advogados e a cultura

É um fato histórico que a alfândega japonesa coloca um certo receio para com o envolvimento legal. Isso baseado nas doutrinas do confucionismo e nos princípios japoneses de harmonia. Sim, uma das coisas mais interessantes da cultura japonesa, a paixão que eles desenvolveram pelo senso de harmonia.

É basicamente dizer que alguém levado perante um tribunal por uma questão criminal ou civil sofreu humilhação pública e privada. Isso porque interrompeu a harmonia de alguma maneira. Claro que em alguns casos é necessário o envolvimento da justiça, mas isso fica a critério de cada indivíduo.

A indústria dos advogados



Mais de 100 universidades possuem uma faculdade de direito no nível de graduação. Confira aqui algumas das universidades do Japão. Assim, muitos estudam direito no nível de graduação e vão trabalhar para empresas em papeis sem relação com a lei. No entanto, para se tornar um advogado, é necessário ir para a faculdade de direito, passar no exame de bar e completar o LTRI.

Em agosto de 2014, havia 35.031 advogados registrados em associações de advogados no Japão. Os salários iniciais dos advogados japoneses são tipicamente de cerca de 10 milhões de ienes (US $ 100.000). Isto é, em firmas de advocacia estabelecidas e cerca de metade das empresas japonesas.

Exame de bar

Atualmente, o exame é como se fosse o a nossa prova da OAB. Onde os graduados são testados e assim, ganham o certificado de capacitação. Mas no Japão, o exame de Bar, é apenas o primeiro passo para a vida profissional.

O exame é dividido em duas etapas. A primeira etapa é um exame de resposta rápida de um dia sobre as seis leis e o direito administrativo. A segunda etapa é um exame de três dias sobre ensaios em direito público, direito civil e direito penal, bem como assuntos que podem ser selecionados pelo examinando (incluindo direito trabalhista, direito ambiental, direito internacional público e direito internacional privado).

Além disso, foi introduzido um requisito da escola de direito. Todos os participantes do exame de admissão devem concluir um programa de pós-graduação de dois ou três anos e estão limitados a fazer o exame dentro de cinco anos após a graduação.

O Exame de bar japonês é conhecido como um dos exames mais difíceis do mundo. Embora as taxas de aprovação de bar estejam se elevando após a reforma estrutural em 2006, apenas cerca de 20% dos diplomados em direito da faculdade ultrapassam a barreira.

Os alunos só podem tentar passar 5 vezes, após o que são desqualificados. A maioria dos alunos estuda em escolas particulares independentes para passar no exame de admissão. A idade média das pessoas que passam no exame é de 28 a 29 anos.

Instituto de Formação e Pesquisa Jurídica do Supremo Tribunal



Aqueles que passaram no exame de admissão participam de um processo de treinamento de um ano para o estudo de habilidades práticas no LTRI. O treinamento no LTRI consiste em treinamento coletivo aulas em sala de aula e um treinamento em campo.

O LTRI é focado em ensinar as habilidades de litígio. Quando os alunos passam no exame final no LTRI, eles se tornam advogados, promotores ou juízes. Promotores e juízes são escolhidos a dedo pelo LTRI.

Advogados no Japão

Advogados no Japão - Conheça um Pouco Mais

Enfim, como podemos ver, a vida para se tornar um advogado não é nada fácil. Além disso, é bem provável que seja uma profissão pouco valorizada. É gato que ninguém quer derrubar a paz, ou melhor, a maioria das pessoas não quer.

Assim, os advogados ficam como um último recurso. Mas é sempre possível contar com os escritórios de advocacia, principalmente aqui no Brasil. Afinal, o que é melhor do que resolver tudo numa boa conversa de amigos? Mas agora é com você, deixa aí nos comentários o que você achou do artigo.

Aproveita e compartilhe o site lá nas redes sociais, isso ajuda bastante. E caso tenha alguma pergunta, dúvida ou algo do gênero sobre advogados no Japão, deixe nos comentários. No mais, obrigado a você por ler o artigo até aqui, Tchau.

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5 comentários em “Advogados no Japão – Conheça um Pouco Mais”

  1. Este artigo deveria também descrever ou divulgar advogados para os brasileiros no Japao. Ficou uma curiosidade mas poderia ter mais utilidade.

  2. Gostei do artigo, achei muito ilustrativo. Gostaria de saber como verificar se alguém que se diz advogado japonês realmente tem todos os registros para exercer a profissão ? Agradeço a atenção.

  3. tenho uma perguntaaaa:como e a sexualidade no japao?

    • não entendi a pergunta. o que quer dizer com “sexualidade”? tipo, os gêneros ou a prática em si? por exemplo, eu aconselho a você ler este artigo https://skdesu.com/como-o-japao-encara-a-homossexualidade/ e este outro https://skdesu.com/japoneses-sem-interesse-sexo/
      além disso, a cultura japonesa faz com que ele evite chamar a atenção por suas ações. assim, não creio que eles fariam algo tão público como mudar alguma parte de sua jurisdição, assim como o Brasil fez, em prol dos LGBT… e sei lá quais são as outras letras.

    • Esse mesquita silva resolveu participar formulando indagação completamente estranha a profissão de Advocacia.Percebe-se o tom hilário e sem educação da pergunta que destoa completamente do assunto em questão-Advocacia no Japão.
      Por isso os brasileiros reclamam que não são bem vistos no exterior, incluindo o Japão. Conheço vários países, incluindo o Japão, países europeus, norte americano e sul americano.
      Se tem um povo que fura fila é o brasileiro.Se tem povo que furta toalhas do hotel é o brasileiro, o mesmo que anda em bandos, falando alto e querendo se aparecer, mostrando que sabe sambar, que o brasil é xx vezes campeão de futebol e acha que a mulher brasileira é a mais bela do mundo ( mas nunca viram uma outra estrangeira de perto).
      Sou Advogado cível, empresarial, tributário e imobiliário no Brasil e posso afirmar que no Japão o profissional mais admirado é o Advogado.
      Já o Brasil é um país onde as pessoas não se respeitam, não respeitam autoridades, o governo, este último também não respeita as autoridades e a população.
      Aqui no Brasil não se respeitam idosos, crianças, mulheres, homossexuais, negros, índios, por isso se criou uma lei tentando proteger essas categorias retromencionadas.
      Quanto as famílias, pai não respeita mãe, que não respeita os filhos, que não respeita a família- não posso generalizar, mas a exceção está virando regra a passos largos.
      Por isso é excelente trabalhar como Advogado no Brasil- até o pacto federativo não é cumprido- municípios não respeitam os estados, que não respeitam a União e vice versa.
      Os 03 poderes não se respeitam, todo mundo quer levar vantagem e no final como já dizia a ex presidenta, quem não perdeu não ganhou, quem não ganhou perdeu e no final todo mundo se f…digo, perdeu.
      Sou cumpridor das leis, da ética, da moral, dos princípios, sou honesto, pontual, mas acabo sendo marginalizado por ser considerado “otário”, certinho demais, onde o bacana para a população é andar drogado, cantar música com apologia ao crime, vestir cueca mostrando metade do cofrinho, falar um monte de gírias inclusive na entrevista de emprego e depois de reprovado, reclamar no governo, como se fossem culpados pela ignorância alheia ou instituições de caridade ou cabide de empregos.
      Aqui no Brasil é bom para se ganhar dinheiro, porque tem muita gente analfabeta, e a imensa parcela dos que se declaram alfabetizados sequer sabem escrever ou digitar textos mais simples.Difícil é ganhar dinheiro no Japão, onde as pessoas são muito instruídas e a concorrência é grande em todos os setores da sociedade.

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