O Japão costuma entrar no roteiro por ser um dos destinos mais seguros do mundo — e depois a gente se perde na quantidade de lugares e planos possíveis. Parques no meio da cidade, ilhas, castelos, onsen, trem-bala, yukata no verão: a lista cresce rápido, em família, sozinho ou com amigos.
Em vez de prometer um ranking impossível, este guia reúne categorias de locais, atividades e festivais que costumam caber bem em uma viagem de férias. É só um pedaço do que o país oferece, mas já dá para montar um itinerário com cara de Japão de verdade.
Sumário 16
Locais para visitar no Japão
Parques — As cidades japonesas, e Tóquio em particular, têm excelentes parques familiares. Muitos misturam florestas, jardins, mirantes e até pequenos museus ao ar livre, o que facilita encaixar um tempo calmo no meio do dia.
Ilhas — O Japão tem milhares de ilhas; as de Okinawa, por exemplo, misturam cultura local própria e praias bem diferentes do arquipélago principal. Com mais de 6.000 ilhas no país, não falta opção se o roteiro permitir desvio do circuito clássico.
Cidades e vilas — De dezenas de cidades maiores a vilarejos mais quietos, o país oferece contato com natureza, praia, onsen, castelos, templos, sítios históricos e ruas relativamente calmas quando se sai um pouco do centro turístico.
Castelos japoneses — Há mais de 100 castelos abertos ao público; a maioria são reconstruções modernas de sítios históricos. Muitos têm torre principal alta e, em alguns casos, sistemas de fosso e defesas que ainda impressionam no passeio.

Decks e plataformas de observação — Quase toda cidade grande tem pelo menos uma torre ou edifício com mirante e vista panorâmica. O mais alto, de longe, é a Tokyo Skytree.
Restaurantes familiares — Muitos restaurantes voltados a famílias oferecem pratos populares como tonkatsu e korokke a preços acessíveis, além de cardápio infantil e cadeiras altas — detalhes pequenos que fazem diferença com crianças.
Zoológicos e aquários — Praticamente todas as grandes cidades têm zoológico ou aquário; a região metropolitana de Tóquio concentra dezenas. Em geral os zoológicos são compactos, enquanto vários aquários japoneses são espaçosos e bem montados.
Museus — Há museus de quase todo tipo. Entre os preferidos das crianças estão os de ciências — a Miraikan, em Tóquio, é um exemplo clássico, com nome que remete literalmente a “hall do futuro”.

Templos e santuários
O Japão tem cerca de 90.000 templos budistas e um número semelhante de santuários xintoístas. Muitos seguem como espaços de culto, mas também funcionam como parada de turismo e de descanso — inclusive em cenários bem peculiares e fotogênicos.
Parques temáticos
Há parques temáticos em várias regiões, usados bastante como programa em família. Os maiores incluem nomes conhecidos como Tokyo Disney Resort, Universal Studios Japan e parques originais do Japão, como o Fuji-Q Highland.
Onsen — fontes termais
Onsen (温泉) são fontes termais de origem vulcânica, naturais ou preparadas em banhos, usadas para relaxar e, na cultura local, também como cuidado com o corpo. O Japão é país vulcânico: não é exagero dizer que o onsen é uma das paixões nacionais.
Muita gente das grandes cidades foge para o interior no fim de semana só para banho quente com paisagem. Do ponto de vista japonês, o onsen também entra como hábito social — inclusive com crianças, nos espaços em que isso é permitido. Na maioria dos banhos públicos, o costume é entrar sem roupa e com separação por sexo.

Praias — principalmente no verão
Há centenas de praias razoáveis no país, inclusive várias perto de Tóquio, em Chiba, Kanagawa e na península de Izu. Em grande parte do Japão a temporada de banho de mar é curta: começa com as férias escolares de julho e vai até o fim de agosto.
Cada praia tem clima próprio. Como regra geral, grandes faixas de surfe como Shonan tendem a ser mais de festa e menos “programa de família” do que cantos mais quietos.
Atividades para fazer no Japão
Esqui e snowboard — Há centenas de resorts, muitos bons tanto para iniciantes quanto para quem já pratica. Vários ficam relativamente acessíveis a partir de Tóquio, Nagano e Niigata.
Shinkansen — Viajar de trem-bala é prático e costuma entrar na lista de “coisas para fazer no Japão” quase por obrigação. Sempre me perguntam se eu andei no shinkansen — e andei — mas, pessoalmente, acho os trens locais ainda mais divertidos no dia a dia.
Esportes
Os esportes de massa mais populares para o público são beisebol e futebol. Jogos profissionais de beisebol animam bastante cidades como Osaka e Nagoya, com torcida engajada. A liga de futebol é a J. League, com 18 clubes na principal.
Sumô é outra opção: além dos torneios, existem treinos e demonstrações abertas ao público, em geral mais curtos e às vezes gratuitos — uma forma leve de ver a cultura do esporte de perto.

Confecção de mochi
Mochi [餅] são bolinhos de arroz glutinoso, mastigáveis, feitos tradicionalmente batendo o arroz mochigome até virar massa, com pilão e malho de madeira.
O método clássico ainda aparece em ocasiões especiais, como o Ano Novo. Também vira atividade cultural para crianças em festivais, hotéis e atrações turísticas — ótimo para quem quer “fazer algo com as mãos” no roteiro.

Vestir yukata ou kimono
Yukata são roupões de algodão leves, usados em festivais de verão e em shows de hanabi. Versões infantis costumam ser baratas e fáceis de achar em estações, lojas de departamento e varejo.
Colocar um yukata já dá uma sensação de imersão cultural que crianças e adultos costumam curtir. Em outras ocasiões, dá para experimentar o conjunto mais formal do kimono.

Compras
Há várias áreas comerciais com apelo familiar e uma oferta bem particular de roupas, brinquedos e bugigangas. Muitos bairros de comércio tradicional são estreitos e lotados; exceções mais abertas incluem Odaiba, em Tóquio, e Minato Mirai, em Yokohama.
Ginza, bairro de compras de luxo em Tóquio, fecha a rua principal para pedestres em certos fins de semana. Seja no outlet ou na loja de 100 ienes, comprar algo “só do Japão” quase sempre entra no roteiro do turista.

Caminhadas
Caminhar é hábito forte no Japão: calçadas bem usadas, pouco terreno irregular no dia a dia urbano e muitas trilhas de curta e longa distância em áreas montanhosas.
Há incentivo à atividade física, com pistas para caminhada e ciclismo. Dá para ir do jardim urbano à trilha entre rios e montanhas sem sair do mesmo país.

Eventos e festivais do Japão
Iluminações de Natal — Entre novembro e dezembro, várias cidades montam iluminações de fim de ano bem elaboradas. Áreas comerciais competem, de fato, por quem faz o cenário mais bonito da temporada.
Festivais de neve — Em Tohoku e em Hokkaido, o inverno traz festivais com esculturas de neve, iglus, patinação, shows e passeios pensados também para crianças.
Hanami — ver as cerejeiras
Hanami, literalmente “ver as flores”, é o costume de se reunir sob as cerejeiras na primavera. Também pode significar simplesmente passear sob as árvores em flor.
A florada da sakura é um dos momentos mais procurados do calendário japonês. Parques com horário e entrada controlados, como o Shinjuku Gyoen em Tóquio, tendem a ficar um pouco menos caóticos do que esquinas abertas de bairro lotadas de piquenique.

Festivais yosakoi
Yosakoi é uma dança de festival que mistura elementos tradicionais e modernos. Cresceu muito nas últimas décadas: quase toda universidade tem equipe. Grupos grandes, às vezes com cerca de 100 dançarinos, competem em encontros animados e bem coloridos.
Hanabi
Hanabi é a palavra japonesa para fogos de artifício. O país realiza espetáculos pirotécnicos desde o século XVIII e trata isso como cultura de verão: muita gente vai de yukata e se senta em lonas no chão para assistir.
Barracas de comida e doces costumam cercar o local do show. O Japão tem dezenas de eventos de hanabi por ano, com pico em agosto, e o público em geral acompanha o espetáculo com atenção — não é só “barulho de fundo”.

Festivais de mikoshi
Festivais de mikoshi começaram como forma de levar a bênção do kami do santuário local pelas ruas do bairro. O mikoshi é um santuário portátil carregado nos ombros; pode pesar bastante, e as equipes — em geral ligadas a um bairro — competem em força e resistência.
É comum ver grupos saltando e balançando o mikoshi com energia. Apesar do ritmo frenético, muitas famílias assistem com crianças. Participar de verdade costuma exigir contato com o santuário local com bastante antecedência.
Comunidade
Comentários
0 comentários
Ainda não há comentários publicados neste idioma.
Enviar um comentário