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Você sabe o que é Enjo-Kōsai?

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Enjo-kōsai (援助交際) ou “relacionamento auxiliado”, abreviado como enkō é o ato de garotas colegiais (13 a 17) ou donas de casa sair com homens mais velhos por dinheiro, presentes de luxos, entre outras coisas.

São apenas encontros para jantar, karaoke, cinema, andar de mãos dadas e fazer companhia. A prática de sexo no Enjo-kōsai não é comum, mas pode acontecer de forma limitada ou em certos casos.

Definição

A natureza do Enjo-kōsai é fortemente contestada dentro do Japão. A conotação mais comum é que o enkō é uma forma de prostituição infantil em que as meninas que participam vendem seus corpos em troca de bens de grife ou dinheiro.

A antropóloga Laura Miller argumenta em sua pesquisa que a maioria das datas em que ocorreram o Enjo-kōsai consiste em grupos de meninas que vão com um grupo de homens mais velhos a um bar de karaokê durante várias horas e são pagas pelo tempo que passaram com os seus acompanhantes.

Além disso, em uma pesquisa realizada em 1998 pelo Fundo das Mulheres da Ásia, os pesquisadores descobriram que menos de 10 por cento de todas as meninas do ensino médio se envolveram com o Enjo-kōsai e mais de 90 por cento das meninas entrevistadas diziam se sentir desconfortáveis com a troca ou compra de serviços sexuais por dinheiro.

karaoke

Percepções na sociedade japonesa

Normalmente, ela é percebida como uma extensão do crescente foco do Japão em materialismo, muitos dos críticos dizem que a maior causa é o Enjo-kōsai. Os críticos temem que as meninas envolvidas no Enjo-kōsai irão crescer e serão esposas e mães impróprias. Essa percepção decorre de suspeitas de que quando essas meninas se tornarem adultas, elas vão abandonar rapidamente as suas lealdades e compromissos com a sua família para a oferta de dinheiro e benefícios materiais.

No entanto, algumas garotas pensam que o controle sobre seus corpos e meios para se sustentar é um tipo de independência. Boas mulheres no Japão são supostamente sensatas, modestas, carinhosas e respeitosas, e claramente que estas meninas estão jogando fora todas estas virtudes quando participam do Enjo-kōsai.

Mais cedo ou mais tarde, essas meninas e mulheres jovens teriam um desejo de independência financeira, tornando o Enjo-kōsai uma nova escolha de mercado e capacitação.

enkou

O Enjo-kōsai através da mídia

Dentro do Japão, a mídia tende a mostrar o Enjo-kōsai de forma bastante negativa. Em algumas séries, novelas, entre outros, o enkō tem um cenário típico que envolve uma menina desesperada por dinheiro, então ela decide participar do Enjo-kōsai, e só mais tarde é que ela para quando um amigo ou outras pessoas a intervém e informa-a de os potenciais riscos e consequências do seu comportamento.

A mídia pode caracterizar o Enjo-kōsai como uma forma de prostituição, mas depende de que ângulo se olha a situação, seja da pessoa ou do combinado firmado com o cliente, sendo a forma mais correta a de dizer que o termo Enjo-kōsai caracteriza o ato de satisfazer o cliente de forma sexual, afetiva ou de fazer companhia a alguns lugares, como restaurantes e a cafés.

Legislação

A prostituição é ilegal no Japão desde a década de 1950, apesar de que a definição de prostituição é estrita, abrangendo não somente os contatos entre os órgãos genitais. Leis especiais sobre prostituição de menores foram criadas nos anos 90. O Enjo-kōsai não foi regulado pelo governo japonês, já que não se enquadra na definição legal de prostituição, a menos que o cliente explicitamente pague à garota por sexo (o que é raro, devido à natureza indireta das transações). Uma vez que a idade de consentimento no Japão varia entre os 13 e 17 anos, conforme a jurisdição, os clientes não podem ser acusados de abuso de menores.

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Escrito por Leonardo de Paula

Sou um estudante, mas dedico boa parte do meu tempo no aprendizado de Japonês e ao Suki-Desu. O Japão é o meu lugar ideal, pela sua cultura e idioma. Eu também curto animes, mangás, jogos, entre outros.

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  1. Então, vamos parar de culpar as mulheres, vítimas de uma sociedade opressora de gênero. Se a culpa do crescente foco em materialismo no Japão é das mulheres que buscam uma forma de se destacar socialmente como forma de status, o que dizer dos HOMENS que aderem a este tipo de prática por não terem a força e a fibra de sair com uma mulher de verdade? E que mais tarde educarão suas filhas para que sejam bem sucedidas A QUALQUER CUSTO como é de costume por lá, não seriam eles os criadores das Enkô? Oferta e procura, parceiro. Seu artigo é um pouco sexista. Uma pena, pois eu acompanho a página e acho uma das melhores do tipo na internet, porém falta um pouco de informação a respeito das práticas opressoras de gênero, como eu disse acima. A mídia é machista e é (muito) conveniente culpar as mulheres, submissas, caladas e acostumadas a levar a culpa pelo comportamento abusivo dos homens. A sociedade (e não só a japonesa, mas a criada pelo materialismo) sexualiza crianças e depois as culpa. É só ver modelos famosas: A idade para se dar bem é a mesma do artigo, entre 13 e 17 anos. Gisele Bundchen até hoje é considerada uma aberração no ramo porque fez sucesso até os 30 anos! E de quem é a culpa, senão da TV (e dos donos pedófilos por trás de sua organização), que injeta aos nossos olhos padrões inalcançáveis para mulheres de 30 anos: as modelos jovens não tem pelos, são magras sem busto, sem bunda, rosto de bebê. É claro que os homens não querem uma mulher da idade deles, querem uma mulher que está ao padrão da mídia. Por favor, dê uma corrigida no artigo, posso indicar alguns textos… Você é uma pessoa influente, e as palavras que li aqui me deixaram triste, me passaram a impressão de que essas crianças influenciáveis são a destruição das bases da sociedade japonesa, quando na verdade são fruto dessa.

    • O artigo tem 2 anos e na época eu não fazia nada além de traduzir e modificar… Eu ainda não entendi qual o erro do artigo, mas se puder ser especifica em quais palavras e frases devo trocar… pra mim o artigo não é nada além de informação… A definição dessa expressão é exatamente a mulher sair com um cara por coisas, eu não sei como falar sobre isso é errado, quer dizer que isso não existe? Que nenhuma mulher sai por recompensas? O artigo é pra falar sobre o que é, não quem ta certo ou errado, acho que vc desviou um pouco do foco nos comentários, apesar de eu concordar com todas as suas palavras…

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