Semelhanças entre o Japonês e o Tupi-Guarani

ESCRITO POR

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Você já ouviu falar que o idioma japonês tem semelhanças com o idioma tupi-guarani? Como isso é possível? Nesse artigo vamos apresentar e desvendar esse mistério e essas pequenas semelhanças.

Pra quem não sabe, o tupi-guarani é uma das mais importantes família linguísticas da America do Sul, ela engloba várias línguas indígenas que fazem parte de várias tribos no Brasil e até como língua oficial do Paraguai.

Tupi-Guarani x Japonês

Abaixo podemos notar diversas semelhanças entre o idioma japonês e o tupi-guarani:

JaponêsTupiPortuguês
kabeacapêparede
ameamachuva
anyaanhásombria
arashiarassytempestade
kashicaxidoces
kuricuricastanha
mimi-misemente
tatakutatacaestalar
sumiresumarêflores do campo
ai-shuuau-ssubafeição profunda, amor
ageteajeteJ – inteiramente T – certamente
aranuranafalso, errôneo
araiara-áinquieto
ariayriJ – formiga T – pequeno miúdo
ao-mio-biJ – verdor T – verde
ai-zoua-jóJ – resguardo T – bolsa, saco
aiai-aiintervalo 

No Japonês existe o pronome demonstrativos ano (あの) enquanto no tupi existem os pronomes demonstrativos e anõi.

Não basta ter uma pronuncia parecida, o tupi-guarani e o japonês possuem palavras semelhantes com mesmo significado ou parecido.

Algumas vezes não apenas as palavras mas até mesmo a gramática japonesa se parece com tupi-guarani.

Outras semelhanças entre o Tupi-guarani e Japonês

Não é apenas o idioma e seus traços que possui semelhanças com Japão, sua tradicional luta huka-huka tem diversas semelhanças com o sumô e judô. Vale mencionar que existe também uma grande semelhança com a língua turca.

Tupi-guarani

Esse não é o único idioma que possui semelhança com o japonês, já escrevemos um artigo falando sobre esse assunto, você pode ler clicando aqui. Nesse artigo abordamos diferentes idiomas desde o chinês até o hebraico.

Alguns estudiosos também criam teorias da probabilidade dos tupi-guarani terem suas raízes da Ásia. Além do idioma japonês, o tupi-guarani também tem diversas semelhanças com Sumeriano, provando ainda mais tal crença.

História ou inconsciente coletivo?

Outros afirmam que essas coincidências não passam do inconsciente coletivo, que consiste na ideia de que todos herdamos tendências, traços, imagens virtuais, que seriam comuns a todos os seres humanos.

Seria os Tupis-guaranis descendentes dos povos orientais que atravessaram o estreito de Bering? Seria apenas uma coincidência, e os 2 idiomas terem origem de uma só protolíngua?

Ou isso é resultado do inconsciente coletivo? Será que isso tem relação com a tribo Tribo Ainu? Qual a sua opinião sobre esse assunto? Deixe nos comentários e compartilhe esse artigo com os amigos.

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Comentários do artigo

  1. Olá. Achei muito interessante sua pesquisa e concordo em tudo quanto as semelhanças. Mas acho QUE vc poderia alterar a parte que diz que o indígena “TALVEZ” descender etc.. porque quanto especificamente do Japão não sei. Mas que os nativo sul americanos vieram da Ásia ha aproximadamente 15 mil anos Ja foi sim comprovado científicamente. Não pode ser questão de achismo. Os nativos daqui eram sim asiáticos.

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  2. Bom texto. Gostaria apenas de levantar mais uma possibilidade. Sou descendente Kariri, Etnia Kaa’eté, Tronco Tupi. Nossos antepassados falavam de migrações dos Karai (Payés) para outras terras. Segundo nossas crenças estas migrações foram físicas e também espirituais. Acreditamos que o povoamento da terra se deu desde o Planalto Central Brasileiro para outras plagas.

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  3. Muito bom o texto. Mas a teoria do estreito de bering so explica a terceira fase migratória para o continente que na verdade são os índios norte americanos e os siberianos na região entre estados unidos e Canada. A teoria mais defendida e que os nativos da America do sul atravessaram o pacifico que e muito mais possível. Isso por que o estreito comparado aos fosseis mais antigos não era habitável, não havia condições para existência de vida não tendo caça tornando a travessia impossível. Alem do mais os fosseis mais antigos foram encontrados no sul e não no norte na passagem do estreito.

    Outra coisa importante e que a primeira fase migratória foi de povos aborígenes. o que acreditam serem os responsáveis por muitas das arquiteturas encontradas pelos próprios nativos como nos conhecemos hoje. Não há explicação pela sua extinção. mas se encontram em algumas tribos 30% dos genes aborígenes ou africanos “são os mesmos genes apesar da teoria defender mais a migração aborígene e não africana pela facilidade de acesso da austrália do que pela africa”

    E a segunda fase migratória foi por povos da Ásia constituindo a maioria dos índios como nós conhecemos. No próprio japão existem os famosos índios japoneses os Ainuis de semelhança fisiológica com os mongóis.

    Adorei o texto e sou muito fã mesmo desse site

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  4. Muito bom o texto mas vc já leu o livro de urantia?
    No livro de urantia explica que os vermelhos e os amarelos viviam na Ásia e estavam sempre em conflito os vermelhos eram melhores guerreiros e os amarelos eram mais inteligentes e cada vez que perdiam a batalha criavam outra tática de ataque até que conseguiram expulsar os vermelhos que passaram para a América através do estreito de Bering algum tempo depois o estreito submergiu fazendo que eles ficassem presos aqui até o descobrimento .

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    • Então, mas os “vermelhos” se refere aos nativos norte americanos. Que são conhecidos por essa característica no tom da pele. Mas os nativos sul americanos são diferentes, os nativos do Brasil como tupi Guarani tem o tom de pele amarela. Bem diferente. Por isso uns estudo aponta que os nativos brasileiros são tbm asiáticos mas de outra migração que essa pelo estreito de Bering.

  5. Olá, pessoal, dizer que todas as línguas humanas possuem relações, é algo obvio, pois tratam-se de linguas, e se o homo sapiens saiu da África, saiu falando….depois eles se separaram e as línguas também. Mas ocorre que algumas línguas são parentes próximos, como o Português o o Italiano, por exemplo, ou o Mongol e o turco. Um turco me dizia certa feita, que não existe línguas difíceis de aprender, e sm línguas distantes umas das outras. Nós brasileiros aprendemos romeno ou italiano em poucos meses, um turco aprende japonês em poucos meses….um teste seria ver se um japonês aprende tupi rápido e vice versa. Meu pai, japonês formado no Japão e imigrante no Brasil, após passar um mês navegando pelos rios da Amazônia, confirmou essa proximidade….ele dizia que não era apenas semelhanças sonoras, mas que eram línguas parentes, inclusive ele falou que se passasse mais uns meses com os índios, aprenderia sua língua. Tente estudar turco, e vc vai entender o que meu pai falou.

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  6. Ótimo artigo, Eu há anos pesquiso o tema, e em relação aos nativos da América do Norte já está comprovado o seu elo com os idiomas da Ásia; a família linguística Na-Dene (norte americana) tem ligação direta com a família Yenisseiana (siberiana, portanto asiática). Outro povo nativo americano que compartilha idioma, cultura e dna comum com os da Ásia são os esquimós (yupik); os do Alaska (América do Norte) são similares aos do litoral siberiano perto do estreito de Bering, em idioma e cultura. Resta descobrirmos o link dos povos nativos da América do Sul com os asiáticos, que logicamente existe, assim, como existe entre os povos da América do Norte com os da Ásia. Os nossos, então, também haverão de ter o mesmo vínculo. A esse respeito, o Professor Paul Rivet apontava em sua obra incríveis vínculos do idioma quíchua, andino (América do Sul), com o turco, siberiano e asiático. Com mais pesquisas, certamente outros links de nossos nativos com a Ásia surgirão támbém. Grato, Roberto.

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  7. Olá Kevin. Eu já li um artigo na revista Super interessante que a China havia descoberto o Brasil muito, muito antes do que os portugueses. Considerando a Pangeia e outras teorias porque não pensar que podem sim ter tido origem ocidental… Faz sentido.

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  8. O artigo é interessante, mas contém algumas informações desencontradas que precisamos esclarecer.
    Primeiro, como vocês bem apontaram, Tupi-guarani é uma família de línguas, não uma língua. E essa família, por sua vez, pertence a uma família ainda maior, chamada Tupi (mais informações aqui ). Dessa forma, não faz muito sentido colocar Tupi na tabela da forma como vocês fizeram, porque é preciso saber exatamente de qual língua Tupi (ou Tupi-guarani?) vem cada uma delas.
    Em segundo lugar, é bastante provável que as similaridades nos sons das palavras estão relacionadas ao inventário de sons – isto é, aos sons que fazem parte de uma determinada língua. Existem alguns sons que tendem a ser comuns nas línguas do mundo, então as semelhanças podem vir daí e não de uma suposta relação entre o japonês e as línguas da família tupi-guarani. Isso é o que acontece com a ordem Sujeito-objeto-verbo, que apontaram aí embaixo nos comentários. Quase metade das línguas do mundo apresenta essa ordem de palavras (vejam aqui https://wals.info/feature/81A#2/14.3/156.3 ). Na verdade, essa ordem parece ser até mais comum nas línguas do mundo do que a que usamos no português, que é Sujeito-verbo-objeto. Assim, o fato de o japonês e as línguas Tupi-guarani apresentarem essa ordem está provavelmente relacionado a isso, e não a uma suposta relação entre essas línguas.
    Na verdade, a tentativa de relacionar o japonês com outras línguas obscurece um pouco o ponto principal, que é: todas as línguas, sejam das américas, da eurásia, áfrica e oceania, têm características em comum. Tanto é que qualquer criança consegue aprender qualquer uma delas, desde que tenha contato suficiente com falantes nativos. Todas as línguas, em última instância, são relacionadas – algumas parecem estar mais próximas, outras mais distantes, mas todas elas têm muito mais comum do que imaginamos.

    ***
    E pra quem quiser saber mais sobre as línguas Tupi-Guarani (ou sobre as línguas indígenas brasileiras em geral), recomendo o livro “Línguas Indígenas Brasileiras” do Aryon Rodrigues (da Universidade de Brasília). E algumas línguas tupi-guarani têm dicionário: um exemplo é esse dicionário de Tupi Antigo, uma língua Tupi-guarani, feito por Eduardo Navarro (da USP)

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    • Obrigado pelo comentário, bastante informativo e vai esclarecer algumas coisas pra quem ficou mais curioso… Eu não quis entrar em muitos detalhes, a informação sobre o assunto que encontrei foi pouca e quis deixar o artigo mais simples pras pessoas lerem, só sei que existe um livro abordando o assunto.

    • Outra sugestão feita no texto é sobre uma suposta semelhança entre o Huka-huka e as artes marciais japonesas. Primeiro de tudo, o Huka-huka não é praticado somente por povos Tupi-guarani. O Huka-huka é bem característico do Xingu – veja a parte sobre o ritual do kwarup) e lá existem línguas de diversos outros troncos, como Jê, Aruak e Karib ). Esses povos também praticam o Huka-huka.
      (sobre isso, existe também um documentário muito interessante chamado “Hiper-mulheres”, que mostra uma cerimônia executada por mulheres em que elas lutam Huka-huka. A etnia representada por esse documentário é Kuikuro, que fala uma língua do tronco Karib)
      E, assim como a questão da língua, o Huka-huka tem semelhanças com diversas outras artes marciais que não têm origem japonesa. Portanto, assim como a questão linguística que eu apontei aí em cima, a semelhança aqui parece muito mais vir de características que são muito comuns entre diversos povos.
      Não me interprete mal: eu acho muito interessante apontar as semelhanças entre coisas que, à primeira vista, parecem muito diferentes. Isso mostra que nós, humanos, parecemos ser muito mais iguais do que diferentes. E isso é ótimo! Além disso, de fato é muito provável que alguns povos asiáticos (incluindo os japoneses) sejam geneticamente relacionados a indígenas americanos (incluindo não só os povos Tupi-guarani, mas TODAS as populações indígenas das américas), como apontaram na reportagem em um dos comentários.
      O meu objetivo é mais apontar que muitas informações referentes às línguas Tupi-guarani (e línguas/povos indígenas em geral) estão um pouco superficiais e/ou incorretas.

  9. Olá, venho falando há tempos dessas semelhanças. Há uma importante que você não citou, que é o fato de ambas as línguas não terem a letra L.
    Faço, porém, a seguinte observação: ARASSY ou ARACI, em tupi, significa mãe do dia (Aurora) e não tempestade. Ara = dia e Cy = mãe.

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  10. Kevin, Parabéns pelo artigo! Tem também uma correlação também entre os Japoneses e os Peruanos, que algumas teorias dizem que os primeiros povos incas eram Japoneses, tanto pelas similiaridades do Quechua com o Japonês (Titikaka em quechua que significa papai e mamãe e em japonês seria chichi haha)

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  11. dasora, agr vem o momento post-artigo informativo que eu crio teorias as vezes absurdas, as vezes reais, mas que eu nunca vou saber a verdade, ou se souber alguém muito mais rico muitos anos depois vai descobrir e ganhar muito dinheiro e eu vou ficar aq com poker face

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  12. Eu já sabia dessa origem, mas foi muito emocionante ler as palavras, eu ri e fiquei em lagrimas ao mesmo tempo. Amo o Japão, amo o povo Tupi. Muito bonito esse estudo de vocês.

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    • Recomendo esse livro:

      A única fonte possível para consultarmos é um dicionário de tupi-guarani, o que acho difícil.

  13. possivel mas improvavel, eles estão muito longe e provavelmente quando os humanos atravessaram a beringia ainda não tinham a fala tão desenvolvida

    as vezes acontesse de linguas muito distantes terem palavras parecidas mas sem possuirem nenhuma raiz comum, no caso do Japonẽs e Tupi talvez seja por que as duas são aglutinantes, como eles constroem as sentenças do mesmo jeito é possivel que surjam palavras assim. Bom Artigo cara huehue

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  14. Rapaz, adorei o artigo, foi o primeiro que vi associado à isso. Bem, desde o ensino fundamental sou confundida com oriental e certa vez, meu professor de História me perguntou se eu realmente era, eu então neguei, dizendo que tinha descendência indígena, foi quando ele começou a falar sobre esse tal de Bering, dizendo que era possível que os índios houvessem vindo da Ásia através desta viagem. As semelhanças são por vezes, gritantes, deixando que apenas o tom da pele os diferenciem.

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