Hoje falaremos um pouco sobre o futebol de alguns dos países mais importantes da Ásia, a Coreia e o Japão, que além de serem sedes da Copa do Mundo de 2002 não se resumem a animes e dorama, oferecendo também uma opção esportiva que vem crescendo cada vez mais.
Por serem dois dos maiores campeões da Champions League asiática (a Coreia possui 12 títulos e os japoneses, empatados com a Arábia, possuem oito títulos cada), esses dois países têm a modalidade em pleno desenvolvimento.
O modelo japonês é mais conhecido dos brasileiros, com Zico chegando ao país nos anos 90 e trazendo com ele uma leva de brasileiros, até chegar aos dias de hoje com o país focando em desenvolver seus próprios talentos e uma cultura própria, enquanto a Coreia sempre foi mais fechada, com o mundial de 2002 sendo um dos gatilhos que ajudou a movimentar a modalidade no país.
Sumário 5
Como as ligas se organizam
A J-League possui três divisões e mudou recentemente o calendário, que agora começa em agosto, a fim de acompanhar o calendário europeu, com um formato de pontos corridos. A primeira divisão tem 20 times, com vagas nas competições asiáticas para os primeiros colocados e rebaixamento para os últimos.
Além destes, a Copa do Imperador é um torneio bastante tradicional onde times do país todo marcam presença, não sendo raro ocorrerem zebras incríveis na competição, que inclui até equipes universitárias.
Já a K League é um pouco diferente. São duas divisões, e como a Coreia não é um país tão grande, a primeira divisão tem apenas doze clubes, que se enfrentam três vezes, totalizando 33 partidas para cada um. Após isso, as seis primeiras equipes disputam o título, e as seis últimas, o rebaixamento, da 34ª até a 38ª rodadas, com a pontuação das duas fases sendo somada para definir o campeão e quem corre risco de cair para a K League 2.
A Coreia do Sul também promove a Copa da Coreia, que é disputada em formato de mata-mata. Ao contrário do Japão, o futebol coreano mantém o calendário de fevereiro a dezembro, parecido com o brasileiro.
Vale lembrar ainda que os times dos dois países disputam tanto a AFC Champions League Elite quanto a AFC Champions League Two, as duas principais competições de clubes do continente asiático.
O fuso horário: quando os jogos passam no Brasil
Com um fuso horário 12 horas adiantado em relação ao Brasil, acompanhar essas competições pode ser um pouco trabalhoso. Não é raro que os jogos ocorram nas madrugadas, às 2, 4 ou 6 da manhã, embora vez ou outra haja partidas sendo disputadas às 7h (no horário de Brasília).
Assim, para quem não tem a possibilidade de acompanhar os jogos ao vivo, poder acessar o site da Sportytrader e conferir a página dedicada aos resultados de futebol de ontem logo pela manhã, com dezenas de competições asiáticas e de todo o mundo. Em tempos em que streamings e vídeos estão cada vez mais acessíveis, não é difícil conseguir encontrar mesmo os melhores momentos de cada partida na internet.
Calendário e temporada
Como dissemos, a J-League passou por uma adaptação a fim de poder acompanhar o calendário europeu a partir da temporada 2026-27 e ter seu início pouco após a metade do ano, algo que não acontece na K League. Esse é um calendário bem diferente do brasileiro, que tem seu início no começo do ano e termina apenas em dezembro.
Essa é uma medida importante para que os clubes não sofram tanto com perdas inesperadas por vendas de atletas, já que a Europa sempre vai às compras no meio do ano e isso mexe muito com o planejamento das equipes.
Formato, estilo de jogo e disputas
Embora haja diferenças no início da implantação do futebol no Japão, hoje os dois países têm muito mais semelhanças do que diferenças entre si. Ambos buscam uma identidade própria, com times que focam muito no futebol coletivo e na organização tática (os japoneses inclusive mostraram isso na última Copa do Mundo).
Adicionalmente, o investimento na base também existe nos dois países e é parte importantíssima do trabalho que vem se desenvolvendo, embora o formato das duas ligas exija coisas diferentes dos clubes – no Japão, a regularidade ao longo da temporada importa, enquanto a Coreia exige muito mais de seus times na parte final da temporada.
Brasileiros nas ligas asiáticas
Como dissemos, a liga japonesa é impossível de ser desconectada do futebol brasileiro, ao menos em seu início. Além de Zico, muitos outros jogadores importantes tiveram passagens pelo país, como Dunga, Evair, Emerson Sheik e França. Além deles, Marquinhos Cambalhota é um dos maiores artilheiros da liga até os dias de hoje.
Outros atletas, como Túlio Tanaka, Ruy Ramos, Wagner Lopes e Alex Santos chegaram a defender a seleção japonesa, inclusive em mundiais e, como se não bastasse isso, também há uma lista de treinadores que passaram pelo país.
Oswaldo de Oliveira é um dos técnicos mais vitoriosos da J-League, tendo sido inclusive tricampeão entre 2007 e 2009, com o Kashima Antlers. Outros nomes que merecem destaque são Levir Culpi, Toninho Cerezo e Nelsinho Baptista. Porém, esse cenário também mudou e o país também tem investido muito na formação de novos treinadores, com muitos japoneses ocupando essas vagas atualmente.
Já na Coreia, apenas 15% dos jogadores atualmente são estrangeiros, mas boa parte deles é brasileira (39% no total), incluindo Mateus Oliveira e Erick Farias. Vale lembrar aqui que um dos pioneiros no futebol do país foi Magno Alves, ainda em 2003. Já entre os técnicos, nomes como Sérgio Farias, André Gaspar e Moacir Pereira tiveram trabalhos de destaque no país.
Assim, podemos ver que existe uma certa diferença na maneira como os brasileiros enxergam esses países. Alguns nomes importantes do futebol brasileiro tiveram passagens até mais longas no Japão, algo que não acontece muito na Coreia, que acaba ficando em segundo plano.
Porém, se você tem interesse no futebol desses países, saiba que a única barreira para acompanhar essas competições acaba sendo mesmo o fuso horário (algo que vale para praticamente a Ásia inteira), mas, com a avalanche de informações e a disponibilidade de vídeos é sempre possível acompanhar tudo o que acontece com facilidade.
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