O que as tendências de namoro nos dizem após dois anos de pandemia

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A pandemia do coronavírus Covid-19 mudou muitos aspectos de nossas vidas. Esse é um fato inegável. Não se trata apenas do fato de que as pessoas se tornaram mais sérias sobre sua saúde e não a tratam tão levianamente como antes. Há algo mais… Não é à toa que este período, que foi difícil em todos os sentidos, foi chamado de “pandemia da solidão”. Devido às restrições de quarentena e ao auto-isolamento em massa, milhões de pessoas em todo o mundo ficaram literalmente trancadas entre quatro paredes. A comunicação ao vivo foi reduzida ao mínimo e não era possível fazer novas amizades em pessoa.

Felizmente, agora existem vacinas eficazes e continuamos a desenvolver a imunidade em massa. No entanto, a imunidade ao Covid-19 ainda não nos dá imunidade à solidão. E às vezes, essa é muito mais perigosa do que um vírus.

Entretanto, hoje não vamos falar tanto sobre a solidão e suas conseqüências, mas sobre como o Covid-19 mudou toda a indústria de encontros pela web. Vamos dar uma olhada nos sites e aplicativos que dispararam em popularidade nos últimos dois anos. E também dar uma olhada em algumas das interessantes funções dos serviços de encontros, cuja existência foi, até certo ponto, provocada pelo Covid-19.

Relacionamentos online como a principal tendência da vida em auto-isolamento

É bastante lógico que a falta de comunicação no mundo real forçou as pessoas a entrar online. Em grandes números. Já em 2020, muitos sites de namoro e comunicação online mostraram um aumento no número de usuários de entre 20-30%, alguns ainda mais.

Vamos dar uma olhada em quais são essas plataformas online e por que elas atraíram mais usuários novos durante a pandemia.

Redes sociais

  • Instagram — uma das redes sociais mais populares e que se encontrou em uma posição bastante ambígua. Por um lado, os usuários utilizaram ativamente o Instagram por causa do tédio, mas, por outro lado, havia muito conteúdo impossível de criar por causa do isolamento em massa, pelo que não houve um crescimento rápido na popularidade da rede social.
  • Facebook — a maior rede social, que, no entanto, vem perdendo usuários nos últimos anos, além do fato de que os que permanecem serem menos ativos do que antes. Recentemente, no podcast de Joe Rogan, o dono da Meta (ex Facebook) Mark Zuckerberg admitiu que já está cansado de gerenciar o Facebook e que quer prestar mais atenção ao seu metaverso.
  • TikTok — o verdadeiro fenômeno entre as redes sociais modernas, que, mesmo antes da pandemia, já mostrava um rápido crescimento no seu público. Em 2019-2020, o interesse pelo TikTok cresceu a uma velocidade relâmpago. Vídeos curtos provaram ser o formato perfeito para o tempo passado sozinho. Tanto que recursos de vídeo concorrentes ao TikTok apareceram em todas as plataformas populares: Instagram (Reels), YouTube (Shorts), etc.
  • YouTube — um serviço de hospedagem de vídeo que também já era popular antes da pandemia, mas cuja popularidade aumentou significamente durante. O crescimento foi de 10-25%, o que é bastante para os padrões de uma grande plataforma. No entanto, o YouTube foi atingido pela pandemia da mesma forma que o Instagram. Tornou-se muito mais difícil para muitos autores criarem novos conteúdos, especialmente blogueiros de viagens, cujas vidas foram muito afetadas pelo Covid-19.

Apps para relacionamentos e comunicação

  • Tinder — um dos serviços de namoro mais populares do mundo, no qual o público se tornou 60-70% mais ativo durante a pandemia, de acordo com os próprios desenvolvedores. Mas, ao mesmo tempo, houve pessoas que, pelo contrário, abandonaram o namoro online, percebendo que durante a quarentena e o auto-isolamento, as perspectivas de namoro real eram quase impossíveis. Agora a situação voltou mais ou menos ao normal. A propósito, o Tinder ainda tem um distintivo especial, indicando se o usuário está vacinado ou não.
  • Bumble — um aplicativo de namoro no qual apenas as mulheres podem iniciar a comunicação. Ele também se tornou mais popular durante a pandemia, principalmente junto das garotas, que preferem um ambiente mais confortável e não sentir a pressão de homens mais obsessivos.
  • Hinge — outro serviço de namoro online popular que tem visto algum crescimento de número de usuários. Os desenvolvedores enfatizam que o Hinge usa um algoritmo de compatibilidade único que recebeu o Prêmio Nobel no passado. Essa abordagem “científica” tem sido bastante tentadora para os usuários que estão prontos para um relacionamento sério.

Bate-papos de câmera

  • Omegle — um bate-papo por vídeo anônimo gratuito que triplicou seu público durante a pandemia! Antes do coronavírus, geralmente havia cerca de 10 mil pessoas online ao mesmo tempo, mas no início de 2020 havia cerca de 30 mil. No entanto, os desenvolvedores não melhoraram nem atualizaram seu bate-papo por vídeo de forma alguma, o que não agradou a muitos. Assim, as alternativas ao Omegle também começaram a aumentar o seu número de usuários.
  • OmegleBrazil.com— um dos maiores concorrentes ao Omegle, no qual o filtro de gênero nunca está errado pois todas as mulheres aqui têm de passar por uma verificação de conta durante o cadastro. Para os homens, esta é talvez a melhor alternativa ao Omegle para se comunicar com o sexo oposto. Outra vantagem é que o cam chat Omegle Brasil tem um tradutor de mensagens embutido, graças ao qual você pode facilmente se comunicar mesmo com pessoas de outros países.
  • OmeTV — uma alternativa simples ao Omegle, com um filtro de gênero básico. Funciona menos bem do que no omeglebrazil.com porque os usuários não confirmam seus dados pessoais e o algoritmo é muito fácil de enganar. Mas, uma vez que não existe um filtro de gênero no Omegle, o OmeTV é mais interessante e funcional em comparação. Também está presente um tradutor de mensagens embutido.
  • Tinychat — um serviço de streaming de vídeo que também tem mostrado boas taxas de crescimento durante a pandemia. Não é muito adequado para encontros, mas permite que você assista transmissões ao vivo interessantes ou crie as suas próprias transmissões.
  • Azar — uma mistura entre um aplicativo de namoro, um bate-papo por vídeo anônimo e um mensageiro. Uma boa opção para quem precisa de “tudo em um”. Por outro lado, a abundância de funções e formatos de comunicação pode afastar algumas pessoas. Durante a pandemia, os seus desenvolvedores têm trabalhado ativamente (e continuam trabalhando) para melhorar o serviço, por isso vale a pena monitorar seu desenvolvimento.

O que acontecerá com os relacionamentos online quando a pandemia terminar?

Na verdade, outra pergunta é importante aqui: a pandemia de Covid-19 terminará? Muitos pesquisadores acreditam que a humanidade não será mais capaz de erradicar completamente a Covid-19. O vírus sofre uma mutação gradual, formando novas variantes contra as quais as vacinas são menos eficazes. A natureza destes vírus é tal que, com o tempo, eles se tornam mais contagiosos, mas menos perigosos. Portanto, é provável que o Covid-19 venha a se tornar tão comum quanto a gripe sazonal. É claro que ainda será perigoso para a saúde, mas não como aconteceu em 2020.

Quando finalmente “nos dermos bem” com o coronavírus, a demanda por encontros online poderá de fato diminuir. Mas, durante os últimos dois anos, tanta gente já se acostumou tanto com o formato de encontros online, que ele agora estará conosco para sempre. Afinal de contas, conhecer alguém na web é mais fácil, mais conveniente e seguro. E muitas vezes até mais eficaz do que tentar iniciar uma conversa com uma pessoa estranha cara a cara.

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