Cultura / Japão

A honestidade dos Japoneses

A honestidade dos Japoneses

Infelizmente vivemos num mundo cheio de desonestidade, corrupção, criminalidade e muitos males que prejudicam as pessoas. Infelizmente alguns tem uma noção distorcida do certo ou errado. As vezes até nós, fazemos algo que parece normal, mas na realidade é desonesto. Um grande exemplo de honestidade é os japoneses, as vezes podemos ficar até espantados com tanta honestidade, os japoneses não entendem porque damos tanto destaque a sua honestidade, porque para eles é algo normal, uma obrigação, um estilo de vida.

Neste artigo eu reuni diversos exemplos que mostram a honestidade dos japoneses de diversas maneiras diferentes, deveríamos sentir vergonha de não adotar um estilo de vida que pensa primeiramente no próximo. Vale lembrar que não estamos dizendo que no Japão não existe corrupção ou desonestidade, mas sim que a maioria das pessoas lá são honestas.

Mujin hanbai

Alem das milhares de maquinas automáticas eletrônicas encontrada em toda esquina do Japão, onde ninguém arromba para roubar o dinheiro. Existe as inacreditáveis Mujin hanbai que são pequenas bancas montadas na beira da estrada ou até mesmo na cidade, onde fazendeiros ou outros colocam suas frutas embaladas a venda, e deixa uma pequena caixinha para as pessoas pagarem. Ninguém  rouba as frutas, verduras nem o dinheiro, todos pagam o valor exato. Provavelmente no Brasil levariam até mesmo a barraca…

Pirataria

Oque não falta no Brasil são bancas de DVDs e CDs piratas. Ai eu penso: “Não quero colaborar com a pirataria é melhor baixar da internet”. Saiba que no Japão a maioria das pessoas preferem pagar para fazer o Download de uma música do que baixar de graça no Google. Baixar musicas, filmes e séries é visto como um crime, realmente é um crime, tanto no Brasil como no Japão isso ainda é pirataria.

Uma prova disso é que se você pesquisar por músicas em japonês, ou qualquer outra coisa como livros, filmes, mangas… Você vai se deparar com um site de compras, você pode até achar o botão de download, mas na hora de clicar vai ter que desembolsar alguns ienes. Se você buscar em japonês vai ser difícil encontrar mídia pirata na internet.

Alguns ainda preferem comprar o CD, DVD, CD-ROM ao invés de piratear. Enquanto no Brasil todos estão usando o formato mp3 com milhares de musicas, o clássico CD original é bastante comercializado lá.

pirataria

Perdeu? Achou!

No Japão não existe o conceito “Achado não é roubado“. Saiba que a maioria das coisas perdidas no Japão são devolvidas. Um dia um amigo esqueceu suas compras numa loja em Akihabara e já estava bem longe, o dono da loja veio correndo para entregar, ele nem se quer precisou buscar. São inúmeras as situações de pessoas que perderam objetos ou enormes quantias de dinheiro e receberam de volta.

Um colega comentou que já esqueceu no táxi, um guarda-chuva dos mais baratos. O taxista só se deu conta do esquecimento ao retornar ao ponto de taxi, que fica no shopping. Ele não teve dúvidas, deu meia volta, veio até o prédio e entregou o guarda-chuva na portaria, sem cobrar um centavo por isso. Poderia ter cobrado os 14 reais da corrida, mas não o fez. Também ele esqueceu o celular e o motorista voltou quatro horas depois pedindo desculpas por ter demorado tanto e explicando que tinha pegado uma corrida para longe logo depois de ter deixado ele em casa.

Durante o terremoto de 2011 os japoneses entregaram mais de 125 milhões em dinheiro a polícia que devolveram aos donos. Dinheiro, barras de ouro… tudo isso encontrado em 5.700 cofres de casas e empresas destruídas pelas ondas gigantes. Para se ter uma idéia, em apenas um cofre havia o equivalente a  1 milhão e meio de reais. Fora as carteiras e bolsas recheadas de ienes, deixadas para trás na correria da fuga ou que pertenciam a pessoas arrastadas. Ninguém pensou: “Aah o dono do dinheiro morreu, vou pegar e refazer minha vida já que perdi minha casa mesmo”.

Outro acontecimento que mostra a honestidade e amor ao próximo aconteceu quando; alguém quebrou a buzina da bicicleta e deixou um bilhete pedindo desculpas e o dinheiro para o dono comprar outra buzina. Ela poderia apenas ir embora, ninguém ia saber. E como ninguém roubou o dinheiro ou bilhete? É algo comum deixarem bilhetes em algumas fabricas e locais de trabalho, avisando que encontrou algo perdido.

Em 2003 um professor de direito deixou 20 carteiras em uma rua de Tóquio e 20 em uma rua em Nova York, contendo a mesma quantidade de dinheiro. Em Nova York foram entregues (a polícia) seis carteiras com dinheiro e dois vazios. Em Tóquio 17 carteiras foram devolvidas, 1 deles pediu o dinheiro caso não encontra-se o dono. Se fosse no Brasil? Quantas carteiras seriam devolvidas?

Outra coisa que prova a honestidade japonesa é que na maioria dos locais se tira o sapato para entrar, como as escolas. Milhares de sapatos e tênis caros e expostos em locais sem nenhuma segurança, mas ninguém rouba ou pega.

 

O governo honesto

Todo governo do mundo, mesmo que pouco, tem algum envolvido com corrupção, até mesmo o Japão. Mas olhando de outra forma, após o tsunami de 2011 o Governo da Província de Fukushima, devolveu o equivalente ao valor de 180 milhões de reais à Cruz Vermelha Mundial, dinheiro que tinha sido pegue para ajudar nas dificuldades do terremoto. Se fosse outro governo, jamais devolveriam o dinheiro, ou usavam para o bem ou teriam embolsado e ninguém ia ficar sabendo.

Os governantes japoneses, em quaisquer níveis, quando são pegos mesmo em pequenas corrupções, chegam até a se matar pela vergonha a que serão expostos publicamente. Em outros lugares os corruptos se vangloriam do feito, e posam de honestos. Já alguns japoneses até entregam o cargo apenas por não conseguirem cumprir as promessas a população.

Honestidade é uma questão de elegância

Claro que o Japão não 100% honesto, existem diversos casos de sombrinhas que nunca mais viram seus donos. Lá acontece furtos também. Mas a lei dura, até mesmo se você achar e não devolver o dinheiro, pode ser preso. Isso colabora bastante para que o país continue num caminho mais honesto. Assim como no Japão eu acredito que no Brasil existe um grande número de pessoas honestas, mas que infelizmente são até mesmo zombadas pela sua honestidade.

Honestidade (正直 – Shōjiki) é a palavra que indica a qualidade de ser verdadeiro: não mentir, não fraudar, não enganar. Honestidade, de maneira explícita, é a obediência incondicional às regras morais existentes. Ou seja, ate se você esta desobedecendo as leis de transito você esta sendo desonesto. No Japão, tanto no transito, como na rua, as pessoas seguem as leis no mínimo detalhes, não ultrapassando sinais vermelhos, e não passando fora da faixa. A honestidade é treinada desde coisas pequenas, até mesmo pequenas mentiras que você fala pode acabar com sua honestidade.

Realmente não é fácil ser honesto num lugar rodeado de pessoas desonestas ou que só pensam em si mesmas.  Somos muito mal influenciados, tanto pelas pessoas como pela mídia que assistimos. Por isso, tente cultivar em si mesmo a honestidade, tente seguir o exemplo do povo japonês, mesmo que pareça não fazer sentido, é pelas pequenas coisas que você faz, que verá o resultado.

O que você acha da honestidade dos japoneses? Tem algum exemplo ou história para nos contar? Você tem feito o máximo para ser honesto?  Então ajude as pessoas a serem honestas, comentando e compartilhando este artigo, para que elas possam ver que a honestidade tem proporcionado uma vida melhor as pessoas. O Japão ser a 3º maior economia do mundo, um dos países mais seguros e melhores de se viver, é graças a honestidade do povo japonês.

 

Foto de perfil de Kevin
Sou criador de conteúdo na internet, e web designer. Gosto muito do Japão e seu idioma, por causa de sua cultura rica e unica. Curto animes, doramas e jogos clássicos e desconhecidos.
  • Jesse de Oliveira

    O teste das carteiras foi feito no Brasil pelo menos duas vezes, uma pela Revista Seleções e outra pela TV Globo para confirmar os resultados. Foram semelhantes, a maioria das carteiras foram devolvidas.
    Quanto ao caso de quantias perdidas é comum quando se trata de quantias altas aparecerem vários ´donos´ reclamando sua propriedade, todos japoneses, evidentemente.
    Afirmo isso baseado no caso de uma sacola que foi esquecida com dez milhões de yenes.
    Após ser entregue para a polícia e divulgado apareceram vários ´donos´, porém nenhum soube dizer a forma como o dinheiro estava na sacola. Finalmente, apareceu uma senhora, idosa, que descreveu exatamente a forma como o dinheiro estava contido na sacola, e inclusive apresentou o recibo do valor retirado no dia em que a sacola foi encontrada, ela retirou todo seu dinheiro por motivo de mudança.

    Quando estive em Tokyo há uns vinte anos comprei de camelôs CDs piratas, e antes que comentem, sim, os camelôs eram japoneses sim.
    Em Nanba, Osaka, é comum barracas de camelôs oferecendo produtos piratas, CDs, DVDs, ´Rolex´, etc.
    No caso de Nanba os camelôs que notei eram estrangeiros.

  • Jhone Delfino

    vcs tem que colocar o botão de compartilhar pq olha isso ai ss as pessoas tem que ver

  • kevin

    Tem um botão de compartilhar, ele segue do lado direito do artigo inteiro, e nos celulares ele aparece encima da caixa do autor… Um monte de ícones de redes sociais. Basta clicar nelas e compartilhar.

  • kevin

    Claro que lá tem pirataria… eu não disse que lá não existe pessoas desonestas… Eu mesmo baixo musicas e outras coisas japonesas pesquisando em japonês… eu consigo achar, mas não é fácil, sempre cai em alguma loja online… mas eu acho, maioria é via torrent. Agora querer comparar é evidente que a diferença é enorme…

    Pra se ter uma ideia, como vou ser honesto no Brasil se nem Locadoras de filme existem mais… pelo menos na minha cidade não tem nenhuma… Todos recorremos a pirataria, não podemos fazer nada… Eu mesmo baixo animes a doidado na internet, sendo que existe a crunchroll kkkk Eu falo isso, mas eu não pagaria por download de musica nem aqui nem la no Japão kkkkk a não ser que eu seja rico… Provavelmente iria recorrer a assinaturas de alguns programas de musica… pra evitar pirataria, mas aqui não da com esse 3g…

  • kevin

    Mas a lei agora é bem rígida do que a 20 anos… pensei que era o contrario. Mas tem pessoas sendo presas apenas por downloads piratas online…

  • Luiz Righini

    Perdi o passaporte andando de bicicleta. Dali uns 3 dias a policia me ligou dizendo q uma pessoa o havia achado. Peguntei-lhe se podia buscá-lo. A resposta foi que a pessoa levaria até minha residência. Perguntei-lhe como poderia retribuir. O policial disse que se o fosse um valor monetário, devolver cerca de 10% era o tradicional, mas como passaporte não podia ser valorado, então, algum doce ou salgado (em todas as lojas de conveniência ou supermercados há doces e salgados embalados para presente, são comuns, variam de 10 a 50 dólares na média) seria bem vindo. Comprei um de cerca de 30 dolares e o aguardei. Na mesma noite tocou a campainha e fui atender a porta. Um senhor acenou com a cabeça, esboçando um sorriso e estendeu sua mão para me entregar o passaporte. Peguei-o e agradeci comentando que foi um alívio. Ao me balbuciar uma breve resposta (que não compreendi exatamente) pude notar que o senhor era mudo, o que me deixou ainda mais tocado. Dei-lhe meu presente e nos despedimos. Ao fechar a porta lembrei-me do comentário que um primo me fizera tempos antes: – Sabia que o passaporte brasileiro é um dos mais valiosos do mundo (referindo-se ao mercado negro)? É por que o brasileiro `não tem cara` (referindo-se ao fato de ser um país habitado majoritariamente por imigrantes de diversas nacionalidades; ao contrário da maioria dos países ele pode possuir feições de branco, negro, asiático…). Pode ser `vendido` por 3 até 5 mil dólares, dizem… – ainda bem que ali era Japão, pensei.

  • Luiz Righini

    Nem há como comparar as contravenções japonesas com as de outros países. Os camelôs existem em pequeníssima quantidade se comparado com o Brasil. Direitos autorais são uma coisa séria aqui no Japão e realmente pode dar cadeia. O hábito nacional japonês é pagar para ler, ver e ouvir qualquer coisa, enquanto que no Brasil é hábito achar que comprar leitura e áudio-visuais piratas são ações defensáveis, se não normais. A isso se chama diferença cultural.

  • Jhone Delfino

    assim vlw eu não tinha visto

  • Paulo Abe

    Trabalhei por um bom tempo aí. Uma vez quando morava na cidade de Nishio-shi, esqueci meu cartão e caderneta do banco, dentro de uma agenda de telefone em cima de uma mesinha, logo na entrada da loja (Kahma) e diante do corredor do banheiro. Tinha deixado a agenda aberta para telefonar para uma loja de foto. Acabei me esquecendo desta agenda, entrei no Kahma e depois de rodar dentro desta loja, saí e fui para outra cidade vizinha e mais lojas para visitar. Após mais de 3 horas percebi que estava sem meus documentos do banco. Como não lembrava onde perdi, refiz todo o trajeto e lugares por onde passei. Por fim passei no Kahma e lá estava a minha agenda na mesma página aberta com meus cartão e caderneta do banco.

  • Paulo Abe

    Meu amigo, nos estamos falando da “MAIORIA´´ da população, os costumes que predominam. No Japão também existem pessoas “desonestas e sem escrúpulos´´como a máfia Yakuza, Bosozoku, etc. mas a MAIORIA são “honestas e educadas´´. Enquanto que no Brasil é o contrário, apesar de existirem muitos “honestos´´.

  • Eduardo Carlos Buenas

    Só no Japão que a pirataria é considerada como um crime sério. Basta ver como é tratada a pijrataria no resto do mundo, incluindo Europa(sendo que a lei francesa que proibiria o usuário de usar a internet por ter baixado conteúdo pirata fpoi considerada ilegal) e Estados Unidos, sendo que nesses países foi necessário que se abram serviços audio-visuais on demand para que se reduza a pirataria, sendo esse o caminho.

  • Andréa Andréa

    Quanto mais eu ouço sobre o Japão, mais tenho certeza de que nasci no pais errado.

  • kevin

    Eu também kkkkkk T.T

  • Kuri

    Fui a Disney Tokyo, chegando la fiz o que todo turista faz, me diverti, comi, passeei, e comprei presentes….. inclusive um boné com orelha (do mickey) quando fui comer um cachorro quente em um banco qualquer, debaixo da sombra de uma bela arvore estilizada com personagem disney, retirei o boné da cabeça e o esqueci por lá….. duas semanas depois havia um feriado e voltei ao parque Disney…. novamente fiz o que todo turista faz., quando cheguei ao mesmo banco ao qual havia esquecido o boné, para meu espanto o boné estava lá pendurado na árvore a minha espera, …. por ali em 2 semanas fiquei imaginando a quantidade de pessoas que por ali passaram e não tiveram o ímpeto de levar o meu boné pra casa. (Isso é que é civilização). – Peguei o meu pertence e fui embora feliz da vida por esse gesto, foi também um aprendizado que carrego comigo até hoje.

  • 実佐々木

    Eu tinha tirado meu óculos e colocado na “mesinha” daquelas maquinas de tirar foto pra passaporte, tava indo no consulado do brasil no japao e precisava da foto XD dai sai de la e bateu o sol percebi q non tava com meu óculos na cara (pq eh aqueles de grau que fica de sol) foi questão de 1 min, qndo chego la cade XD daia axei no achados e perdidos da estacao de trem >< mas ele fez questão de me deixar em porta de casa para eu n me perder XD dai dei uns bombom q tinha levado daki
    Uma outra vez eu tava pegando o busao mas n tava com troco e o motorista falou para a prox vez que pegar a mesma linha para pagar o daquele dia

  • Marcelo Faria
  • kevin

    Sem falar que ate a Yakuza tem vezes que faz festa e ajuda as pessoas kkkkkk.

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