teamLab Borderless em Tokyo: o Mori Building Digital Art Museum

teamLab Borderless em Tokyo: o Mori Building Digital Art Museum

As salas da visita, o vídeo do museu e o caminho atual pela estação Kamiyacho, com ingresso de horário marcado.

Um dos lugares que mais gostei de visitar em Tokyo, em 2018, foi o Mori Building Digital Art Museum teamLab Borderless, então no Palette Town, em Odaiba. As salas juntavam espelhos, LEDs, holofotes, câmeras 3D e realidade aumentada, e a trilha sonora acompanhava as cores. Neste artigo conto o que vi naquela visita e onde o mesmo museu funciona agora.

O passeio serve para um encontro de casal, para crianças e para gente de qualquer idade. Você entra e as cores mudam conforme as pessoas andam pela sala.

O museu é grande e as obras digitais mudam em tempo real, então uma passagem só não esgota o lugar. São mais de 50 obras, e algumas interagem com o público. A sede de Odaiba fechou em 31 de agosto de 2022. Em 9 de fevereiro de 2024 o museu reabriu em Azabudai Hills.

Cachoeira de luz com flores projetadas na parede do teamLab Borderless
Sumário 3

O que você encontra no Mori Building Digital Art Museum?

No site da época, o Mori Building Digital Art Museum de Odaiba aparecia dividido em cinco áreas:

  • Borderless World;
  • Forest of Lamps;
  • EN TEA HOUSE;
  • Athletics Forest;
  • Future Park.

O Borderless World concentrava um monte de exposições. Eu entrei e dei de cara com espelhos, animações e imagens coloridas passando pelo chão e pelas paredes, com os reflexos dos espelhos em pontos estratégicos. Havia também quadros de obras de arte.

Avançando mais um pouco, você encontrava uma sala com o piso meio elevado e uma cachoeira descendo no meio. Nas paredes, ideogramas caíam, e se você encostava eles se dissipavam. Se avançasse mais um pouco, vinha uma sala cheia de ondas e puffs para deitar e relaxar.

Sala espelhada de pontos de luz e fitas de LED no chão do Borderless

Ainda no primeiro andar você encontrava uma sala cheia de fitas de LED, com animações e uma trilha sonora que eu gostei muito. Foi uma das minhas salas favoritas. Havia também a sala do infinito: espelhos, personagens e artes criando a ilusão de um espaço sem fim, além de um show de holofotes.

No primeiro andar também havia uma floresta de luzes e um canto com civilizações antigas e animais. Não importa para qual canto você andasse, sempre aparecia algo para impressionar. Ao subir a escada para o segundo andar, a floresta de lâmpadas tradicionais japonesas mudava de cor.

Floresta de lâmpadas e projeção de flores no teamLab Borderless

No segundo andar, por outro caminho, ficavam o Athletics Forest e o Future Park, com artes digitais ligadas a exercício e atletismo. Lá você encontrava bolas gigantes, um escorregador, uma área de lazer infantil e dois lugares de escalada.

Nesse andar dava para colorir um desenho e transformá-lo em algo digital. Também ficava a EN TEA HOUSE, onde se tomava um chá com uma experiência digital na mesa. A saída daquela sede era no segundo andar, então deixei o Athletics Forest para depois de ter explorado o resto.

Gravei um trecho da visita e deixei o vídeo abaixo:

Mori Building Digital Art Museum e teamLab Borderless

O teamLab começou em 2001. O grupo reúne artistas visuais, programadores, animadores, músicos, engenheiros, arquitetos e matemáticos para explorar a relação entre pessoas, natureza, tecnologia e arte. Borderless quer dizer sem fronteiras e entrou no nome do Mori Building Digital Art Museum.

O museu permanente nasceu de uma parceria do teamLab com a Mori Building, a desenvolvedora de ARK Hills, Roppongi Hills, Toranomon Hills e Azabudai Hills. No site de ingressos o nome segue como Mori Building Digital Art Museum: Epson teamLab Borderless. Em Roppongi Hills fica o Mori Art Museum, outro museu da mesma empresa.

Em Tokyo também existe o teamLab Planets, em Toyosu. O período publicado no site oficial vai de 7 de julho de 2018 até o fim de 2027. Na época da minha visita, o Palette Town ainda reunia o museu e o VenusFort, e havia obra do teamLab no Ginza SIX. O Palette Town encerrou em 31 de agosto de 2022, no mesmo dia em que a sede de Odaiba fechou.

Feixes de holofote e luz verde no piso de uma sala do Borderless

Como chegar ao Mori Building Digital Art Museum

Em 2018 a entrada ficava no Palette Town, em Odaiba, depois do centro de carros, no caminho da roda-gigante. O pin do mapa não caía na porta. Esse caminho acabou quando o complexo fechou.

A sede atual é o Azabudai Hills Garden Plaza B, subsolo B1, em Minato. Da estação Kamiyacho, na linha Hibiya, a saída 5 liga direto ao complexo. A estação Roppongi-itchome, na linha Namboku, faz o mesmo pela saída 4. Saindo da Estação de Tokyo, a página de perguntas do site oficial indica a linha Marunouchi até Kasumigaseki e, de lá, a Hibiya até Kamiyacho, cerca de 15 minutos.

Os ingressos são para data e horário, e os horários cheios esgotam. No calendário de ingressos de 2026 o horário habitual vai das 8:30 às 21:00, com dias que fecham às 17:00 ou às 22:00. A última entrada fica uma hora antes do fechamento, e não há reentrada. A venda costuma abrir por volta do dia 1, dois meses antes da data da visita.

Na minha visita o adulto pagava cerca de 3.200 ienes. Hoje o adulto entra com preço variável: a tabela do site oficial mostra 3.400 ienes e avisa que o valor muda conforme o dia. A página de perguntas e o calendário anual partem de 3.600 ienes. Quem compra no local, quando a venda do dia ainda está aberta, paga 200 ienes a mais do que o preço online. De 13 a 17 anos a tabela mostra 2.800 ienes, de 4 a 12 anos 1.500, e até 3 anos a entrada é gratuita. O passe flexível, para um dia e sem horário fixo de entrada, custa 12.000 ienes.

Visitante na floresta de lâmpadas e mesas iluminadas da EN TEA HOUSE

Naquela conta de 2018, eu achava que os cerca de 3.200 ienes rendiam mais do que os 3.000 ienes da SkyTree, de onde se desce em cerca de uma hora. O preço e a sede mudaram. Da visita ficaram as salas de Odaiba, e no site atual Borderless World, Future Park e EN TEA HOUSE continuam entre as obras.

Fontes e Links Úteis

Sobre o Autor

Kevin Henrique

Especialista com mais de 10 anos de experiência em cultura asiática, com foco no Japão, Coreia, Animes e Jogos. Autodidata, escritor e viajante focado em ensinar japonês, dicas de turismo e curiosidades envolventes e profundas.

Comunidade

Comentários

0 comentários

Ainda não há comentários publicados neste idioma.

Enviar um comentário

Comente este artigo

Verificação anti-spam

Não envie links, embeds ou propaganda. O comentário passa por anti-spam e tradução automática antes de aparecer.