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Entenda como os japoneses estão se relacionando na era digital 

Relacionar-se no século XXI parece não ser tão simples quanto poderia. Apesar de existir muito mais possibilidades de conhecer alguém - especialmente on-line - boa parte dos jovens segue solteira e até sem interesse de formar uma família. Esse comportamento é ainda mais latente no Japão, que inclusive enfrenta uma brusca queda na natalidade que preocupa o governo. 

Por conta dos jovens solteiros está crescendo no país asiático um mercado de namorados, assim como ações dos próprios governos para que os cidadãos voltem a formar família. Porém, há outra tendência que pode também influenciar essas pessoas: os aplicativos anti-namoro. 

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Pouco interesse em se relacionar

Nas últimas três décadas, o número de pessoas solteiras, principalmente em idade reprodutiva, cresceu bastante. Mas o que preocupa não é apenas o estado civil e sim as perspectivas. Do total de solteiros, cerca da metade não deseja se envolver com ninguém, segundo esta pesquisa da Revista Planeta. Essas pessoas preferem realizar outras atividades, como manter um hobby e se dedicar à carreira. 

Mas o que um comportamento de caráter íntimo tem a ver com a sociedade no geral? Por conta da queda da natalidade que é reflexo direto de um interesse baixo por formar famílias. Consequentemente, o país tem visto o número de pessoas mais velhas crescer, enquanto a base da pirâmide, que seria dos mais jovens, diminuir. Daqui a alguns anos, haverá poucos cidadãos em idade ativa para trabalhar e muitos aposentados, o que representa um desafio para qualquer governo. 

Por dentro do mercado de namoro 

Se por um lado não existe um interesse em ter um relacionamento sério, por outro, as continuam ainda sentem necessidade de receber um pouco de atenção e afeto. Nesse contexto surgiu o aluguel de namorado nas lojas de namorados

Na prática, funciona assim: a mulher vai até um host café e lá ela encontra diversos homens com quem ela pode conversar, ter carinho e atenção durante alguns minutos. Enquanto os dois se conhecem e batem papo, a consumidora gasta dinheiro com drinks. 

O objetivo principal dos namorados de aluguel é aumentar as vendas dos estabelecimentos. Mas para isso eles precisam tratar bem as mulheres, fazendo com que se sintam especiais.

Cupido digital do governo 

O governo de Tóquio anunciou que irá lançar um aplicativo para que as pessoas possam se conhecer. A ideia não é nova, já que existem outros exemplos no mercado, como Tinder, Bumble, etc. 

O intuito é diminuir a taxa de pessoas solteiras que têm até 50 anos, por conta especialmente da baixa natalidade. O sistema estará aberto em 2024 para quem for morador ou trabalhar em Tóquio e tiver acima de 18 anos. 

O artigo ainda está na metade, mas já recomendamos abrir para ler depois o seguinte:

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Importância dos aplicativos anti-namoro

Apesar do nome, os aplicativos anti-namoro podem ser bastante benéficos para quem deseja se relacionar novamente. Segundo o blog da ExpressVPN, essas plataformas servem para quem deseja lidar com as emoções depois do fim de uma relação, além de servir para fazer novas amizades. 

Ainda que não tenham sido criados especificamente para o público japonês, eles podem ser bastante úteis para eles. Confira a seguir os principais exemplos desse tipo de tecnologia: 

  • Break-up boss: criado pela escritora de relacionamentos Zoë Foster Blake, esse aplicativo serve como um membro amigo para quem está terminando uma relação. Ele é repleto de conselhos práticos, jogos terapêuticos e outras atividades para tornar a rotina de quem está se desapegando mais positiva;
  • Halmos: esse aplicativo oferece um suporte comunitário para quem já se separou. É uma verdadeira rede social onde os usuários podem compartilhar sentimentos e memórias, criando uma espécie de cemitério virtual para desabafar e refletir sem reservas sobre esse momento;
  • Mend: contando com um sistema de chat com inteligência artificial, esse aplicativo permite que os usuários recebam orientações psicológicas para que possam seguir em frente. Há podcasts e materiais gratuitos sobre a temática, mas quem assina tem acesso a outros recursos interessantes, como mini-aulas e uma comunidade de pessoas que estão passando pela mesma situação. 

Como se percebe, existe um esforço do mercado e até do governo para que as pessoas se relacionem, especialmente no Japão. Afinal, apesar de ser um tema íntimo, ele pode impactar toda a comunidade ao dificultar o aumento da população. Para quem está solteiro, vale a pena pensar nas possibilidades e recursos disponíveis para conhecer novas pessoas, pelo menos no campo da amizade. 

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