Como o Japão está lidando com a pandemia?

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Quando as primeiras notícias sobre o coronavírus vieram à tona, o Japão ficou em evidência. Afinal, o país faz parte do continente onde a doença começou, além de ter a população mais idosa do mundo. De acordo com o Banco Mundial¹, 28% dos japoneses têm mais de 60 anos.

Por ser uma enfermidade que causa inflamação no organismo, o coronavírus pode agravar outros problemas de saúde, como diabetes e pressão alta. Nos idosos, o perigo é ainda maior, já que além de terem mais essas doenças, a imunidade também é mais fragilizada nessa etapa da vida.

No entanto, felizmente, o Japão não teve uma curva tão acentuada no número de óbitos quanto outras localidades, incluindo o Brasil. Até o dia 03 de junho, o país asiático tinha registrado quase 17 mil casos de infectados e 900 óbitos, enquanto aqui o número de infectados era de mais de 585 mil e 32.568 vidas perdidas. 

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O que o país fez para isso?

Embora a Organização Mundial da Saúde tenha recomendado diversas medidas, incluindo que as pessoas não saíssem de casa, esse parece não ter sido o segredo de o Japão ter sido menos atingido que outras nações

O governo não determinou o lockdown, como ocorreu na Espanha e na Itália. Tanto que no dia 22 de março, os japoneses foram para o Festival da Cerejeira — uma das maiores tradições do país. Porém, em abril, foi determinado o estado de emergência, o que também ocorreu em outras localidades pelo mundo. 

Então, por que os números japoneses são relativamente mais baixos? Como a população e o governo enxergaram a pandemia?

Diferentemente de outros países, o Japão investiu mais na testagem. Ao identificar quem está infectado, é possível isolar essa pessoa para que não contamine outras. Mesmo assim, pesquisadores ainda acreditam que o país poderia realizar um número maior de testes. 

Outro fator que pode ter contribuído para que a doença seja menos sentido no país asiático está na cultura do povo². Os japoneses são muito preocupados com a higiene. Por isso, eles lavam a mão com frequência, além de manter certo distanciamento das outras pessoas. 

A máscara, que se tornou um dos itens para evitar o contágio, já é um acessório adotado por muitos japoneses. As pessoas usam máscara no Japão por uma questão cultural e também para proteger a saúde. 

Além disso, assim que o coronavírus chegou ao Japão, as autoridades trataram de suspender eventos públicos e fechar as escolas, como uma forma de evitar aglomerações. Não foi preciso que as primeiras mortes fossem registradas para que os japoneses entendessem a gravidade do problema que estava circulando. 

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O que podemos aprender?

Do ponto de vista do governo, seria interessante que o Brasil disponibilizasse mais testes para a população. Assim, seria possível traçar o caminho do contágio, isolar as pessoas contaminadas e evitar que os números aumentem. 

Na iniciativa privada, diversas lojas e empresas estão fechadas para evitar aglomerações ou tomando medidas de precaução. De acordo com o Porta Folhetos³, por exemplo, quem comprou produtos das Loja Cem para serem pagos na loja não precisa se preocupar agora, pois as unidades estão fechadas por tempo indeterminado. 

Outros comércios de todo o país também estão seguindo as orientações das autoridades. No caso de algumas agências bancárias, os horários foram alterados para que os idosos pudessem resolver as pendências mais tranquilamente. 

No que se refere aos cuidados individuais, é necessário fazer como os japoneses: manter o isolamento, utilizar máscara e fazer a higiene das mãos com frequência. Embora essas atitudes não previnam por completo o contágio da doença, elas reduzem bastante os riscos, inclusive de contaminação por outro vírus ou bactéria. 

Fontes: 

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