Novo primeiro-ministro japonês quer instaurar ‘novo capitalismo’

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Empossado no início deste mês de outubro, o novo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, assumiu a liderança do país com um discurso focado na reconstrução da economia, que foi castigada pela pandemia e medidas restritivas do Covid-19. Em seu discurso, ele prometeu incentivar o crescimento do país através de políticas de redução da disparidade de renda, em uma política que ele chama de “novo capitalismo”.

As expectativas de melhora no Japão começaram neste início de outubro, com o fim do estado de emergência que estava vigorando em 19 das 47 províncias japonesas por vários meses. Mais de 60% da população está completamente imunizada e vive dias de nova normalidade. Além da perspectiva positiva quanto à questão sanitária, a instalação do gabinete do 100º premiê da história do Japão, Fumio Kishida, vem animando o mercado e o povo japonês.

“A batalha contra o coronavírus continua. Nós precisamos enfrentar o coronavírus para trazer as atividades econômicas e sociais de volta ao normal e construir uma nova economia, um novo estilo de vida, uma nova era”, declarou ele, após assumir com a intenção imediata de revitalizar a economia. Além do crescimento econômico, essa nova proposta à qual o premiê se refere como “novo capitalismo” visa a criação de políticas que reduzam a disparidade de renda.

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Para efetivar a sua ideia e distribuir riquezas, ele acredita que uma das diretrizes será ajustar a alíquota do imposto de renda. O aumento da arrecadação dos mais ricos subsidiará ações e políticas para os mais pobres. Já o imposto sobre consumo, que é aplicado sobre a venda de produtos, não verá um aumento por “cerca de uma década”. Segundo a diretora do programa da Ásia do German Marshall Fund nos Estados Unidos, Kristi Govella, “a esperança de Kishida é de que o crescimento econômico e redistribuição de riquezas irão interagir em um ciclo virtuoso. Mas há algumas pessoas que receiam que ele priorizará a redistribuição, e acabará afetando o crescimento no processo”.

Japão pós-pandemia

No Brasil, uma das medidas propostas pelos políticos para revitalizar a economia pós-pandemia é a de regulamentar os cassinos integrados aos resorts. Assim como no caso do Japão, o motivo é aumentar a arrecadação estatal e direcionar fundos para programas nos setores-base da sociedade. Por enquanto, fãs da jogatina só podem aproveitar os cassinos online com sede no exterior, já que uma regulamentação para a versão física desses estabelecimentos por aqui ainda não foi aprovada. O lado bom é que as plataformas virtuais de jogatina são seguras e respeitadas ao redor do mundo, oferecendo várias opções de jogos de mesa, caça-níqueis, e até mesmo bingo.

O pós-pandemia do Japão está sendo bem diferente por enquanto, já que uma das primeiras ações do premiê foi anunciar um antecipamento nas eleições legislativas. Apesar de estar prevista para novembro, a votação foi adiantada para 31 de outubro. Analistas acreditam que essa decisão foi feita para se aproveitar esse bom momento do início do governo e o otimismo causado pelo controle do coronavírus no Japão. 

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Novo primeiro-ministro japonês quer instaurar ‘novo capitalismo’

Além disso, como parte da sua proposta econômica, ele prometeu subsídios governamentais para ajudar pequenos e médios negócios. Kishida também disse que irá abrir um painel permanente para propor ações que aumentem o crescimento econômico do país. Uma possível ação será a campanha “Go To Travel”, com o objetivo de alavancar o turismo doméstico. Esse programa já existia entre julho e dezembro do ano passado, subsidiando descontos de até 50% nas despesas dos viajantes – porém, com a alta de casos de Covid-19 e declarações de estados de emergência, ele foi suspenso. 

Neste dia 30 de setembro, houve o fim do último estado de emergência, e por isso o governo quer retomar a campanha. De acordo com o novo ministro do turismo, Tetsuo Saito, “é importante equilibrar a prevenção do contágio e a promoção do turismo”. Por enquanto, a fronteira para turistas internacionais está fechada, e a expectativa é de que ela continue assim até 2022.