A saga Kingdom Hearts

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Imagine a cena: Um personagem adolescente de anime, lutando com uma Keyblade (uma “chave-espada”) ao lado do Pateta e do Pato Donald, ajudados por Cloud Strife e Squall Leonheart de Final Fantasy VII e VIII, respectivamente. Muita loucura? Sim. Lucrativo?. 

Mais de uma dezena de games principais em várias plataformas, adaptação em mangás, mais de 36 milhões de unidades vendidas, a mistura inusitada que se tornou Kingdom Hearts (キングダムハーツ) só vai crescer. 

Há mais de 20 anos, sem tantos crossovers como veríamos hoje em Fortnite, por exemplo, de onde sairia uma ideia assim?

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A saga kingdom hearts

ERA UMA VEZ UM ELEVADOR…

Squaresoft (hoje Square Enix) vinha com sucessos esmagadores em games de RPG como Chrono Trigger (SNES) e especialmente Final Fantasy VII (PSX). Mas eles queriam algo tão marcante e encantador como a combinação do charme da série Mario Bros e a movimentação 3D de Mario 64. E o que seria tão cativante quanto Mario Bros?

O encontro de um executivo da Disney com um produtor da Square dentro de um elevador no Japão resultou no primeiro game da franquia. A ideia de pôr “Kingdom” no título veio de atrações dentro dos parques da Disney, como o “Animal Kingdom”, e “Hearts” veio de falarem tanto de “corações”.

Tetsuya Nomura, designer dos personagens de Final Fantasy VII, VIII e X, foi chamado para liderar o projeto. A própria Disney recomendou que a série tivesse personagens e mitologia própria. Falando nisso:

O PRIMEIRO GAME

A história do primeiro game (2002) começa com Sora (ソラ), Riku (リク) e Kairi (カイリ) montando uma jangada para conhecer outros mundos. 

Depois de um incidente, o protagonista Sora esbarra (literalmente) com Donald e Pateta, e juntos vão buscar seus amigos perdidos em mundos inspirados em animações: Alice no país das Maravilhas, Hércules, Aladdin, Peter Pan, O Estranho Mundo de Jack, A Pequena Sereia, Tarzan, Pinóquio, e Ursinho Pooh. Além dos mundos criados especificamente para o game, onde podemos encontrar convidados da série Final Fantasy. Além da ameaça dos vilões da Disney, chefiados por Malévola, surge um inimigo ainda mais sinistro.

A saga kingdom hearts

O COMBATE

O que até aquele momento era exclusivo de games de RPG de turno passou a ser usado em tempo real. É possível acessar um menu para seu ataque, itens e magia, enquanto está pulando, atacando ou movimentando a câmera. Ao mesmo tempo em que mantém a tradição de equipar o protagonista e sua party com equipamentos, subir de nível etc. É inegável como o sistema de combate de Kingdom Hearts influenciou o combate da própria série Final Fantasy e dos JRPGs no geral.

OS INIMIGOS

O primeiro game apresenta os Heartless, inimigos sombrios que surgem quando uma pessoa perde seu coração para a escuridão.  As sequências apresentam classes de inimigos diferentes, em especial os Nobodies, relacionados à parte que sobra quando o coração é ceifado pela escuridão. Os nobodies mais fortes têm aparência humana e formam a Organization XIII, introduzida em “Chain of Memories” (GBA, 2004) e sendo foco de Kingdom Hearts II (2005.

KINGDOM HEARTS 1, 1.5, 2, 2.5, 2.8… 

Foram 13 anos de espera para que o bendito game com número III, e os fãs podiam continuar dando apoio a série. Vamos ver como:

Final Mix: edições especiais japonesas de Kingdom Hearts I, II, e Birth by Sleep. Apresenta variações de cores dos inimigos, cenas e bosses adicionais. Estão inclusas nas coleções 1.5 e 2.5.

Re: Chain of Memories: remake do game de GBA, com uma jogabilidade que é de ação em tempo real, mas baseada em decks de cartas. Tem uma campanha focada no Sora e outra secreta focada em Riku, e faz a ponte entre o primeiro e segundo jogo.

358/2 Days: acompanha o trio Roxas, Axel e Xion (personagem misteriosa apresentada nesse game), nos bastidores de eventos da Organization XIII entre “Chain of Memories” e “Kingdom Hearts II”. Lançado originalmente no Nintendo DS, suas cutscenes foram remasterizadas na coletânea 1.5.

Birth by Sleep: uma prequel passada 10 anos antes do primeiro Kingdom Hearts. São três campanhas, baseadas no trio do game: Aqua, Terra e Ventus. Apresenta a raça de inimigos Unversed, e o importantíssimo Xehanort. Lançado no PSP, seu remaster está incluso na coletânea 2.5. 

Re: Coded: jogo lançado em capítulos para celulares japoneses, e no Nintendo DS ao redor do mundo. Data Sora é criado para visitar os mundos das primeiras aventuras em um ambiente virtual e descobrir o significado de uma frase misteriosa no Diário do grupo. Suas cenas foram remasterizadas na coleção 2.5.

Dream Drop Distance: introduz uma mecânica de timer para trocar entre Sora e Riku no desafio da Mark of Mastery, e apresenta as criaturas Dream Eaters, divididas em: Spirits (sua party), e os inimigos do game, Nightmares. Traz personagens do RPG “The World Ends With You”. Foi remasterizado na coleção 2.8.

Kingdom Hearts χ – Back Cover: uma hora de cutscenes para detalhar eventos do game mobile Kingdom Hearts χ.

Birth by Sleep 0.2 – A Fragmentary Passage: basicamente uma demonstração de luxo, apresentou como seria a jogabilidade e o visual de Kingdom Hears III na nova engine, além de customização. Seguimos o período em que Aqua esteve pelo Realm of Darkness. 

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O FIM DA SAGA?

Kingdom Hearts III (2018) foi lançado, e matou a saudade que os fãs estavam em reencontrar Sora acompanhado de seus fiéis amigos, Donald e Pateta. Com novos mundos, baseados em Operação Big Hero e Frozen, além do estúdio da Pixar representado pela primeira vez, trazendo Toy Story, Monstros S.A., e a participação do Remi (Ratatoille). 

No combate, temos uma mistura das mecânicas dos outros games, além de ataques especiais baseados em atrações dos parques da Disney.

Na história, o jogo tinha uma tarefa injusta de apresentar a saga para novos jogadores e agradar os antigos em um gran finale. 

Re: Mind: primeira DLC da saga, que trouxe modos novos de game, possibilidade de controlar novos personagens nas batalhas finais, e dificuldade mais alta (como faziam as Final Mix).

Kingdom Hearts: Melody of Memory é um game de ritmo que une as trilhas sonoras dos games e relembra as belas trilhas de Yoko Shimomura, músicas temas da Utada Hikaru, momentos e mundos da série, e um aperitivo do que virá.   

KINGDOM HEARTS IV…E ALÉM!

Começou como uma aposta arriscada, e resultou em 20 anos de muito sucesso. Para a série não parar, o investimento do quarto episódio numerado vem em maior realismo visual, além de conceitos do cancelado Final Fantasy XIII Versus, e uma jogabilidade mais refinada. Se a espera vai ser grande? É esperar para ver. Mas com certeza, estamos loucos para ver o que o futuro aguarda para Sora e seus amigos.

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