Quando Round 6 estreou na Netflix em 2021, ninguém esperava que uma série coreana baseada em jogos infantis com consequências mortais se tornaria um dos maiores fenômenos culturais da década. Três temporadas depois, a produção não só quebrou recordes de audiência, como também deixou um rastro de curiosidades, polêmicas, referências e detalhes escondidos que merecem ser relembrados.
Se você já maratonou as três temporadas ou está pensando em revisitar a série, prepare-se para descobrir fatos surpreendentes sobre os bastidores, os personagens, e as intenções por trás de uma das obras mais impactantes da era do streaming.
Tabela de Conteúdo
1. O criador escreveu o roteiro 10 anos antes da estreia
Hwang Dong-hyuk teve a ideia de Round 6 em 2009, mas foi rejeitado por diversos estúdios por ser considerado “muito violento” e “irrealista”. Ironicamente, o enredo só foi aceito em 2019 — exatamente porque o mundo havia mudado o suficiente para que a crítica social fizesse sentido para o público global.
2. O número dos jogadores carrega mensagens simbólicas
Cada jogador em Round 6 tem um número. O protagonista Seong Gi-hun é o 456, o último a entrar. Já Oh Il-nam, o “velhinho”, é o 001 — o primeiro. Isso já era uma pista sutil de que havia algo por trás dele. Nas temporadas seguintes, o padrão dos números também aponta hierarquias ocultas e ligações entre novos personagens.

3. A boneca de “Batatinha Frita 1, 2, 3” existe na vida real
A icônica boneca gigante do primeiro jogo da 1ª temporada está baseada em uma figura tradicional chamada Younghee, e chegou a ser exibida em vilarejos reais na Coreia do Sul. Após a estreia da série, fãs visitavam o local apenas para tirar fotos com ela.
4. Cada jogo tem uma função narrativa
Os jogos infantis não foram escolhidos aleatoriamente. Cada um representa aspectos simbólicos da sociedade: obediência cega, meritocracia ilusória, violência disfarçada de estratégia e confiança traída. Na 2ª e 3ª temporada, essa lógica continua — agora com jogos internacionais e adaptações de regras para enganar até os mais experientes.
5. A segunda temporada teve um salto no orçamento (e dá pra notar)
Enquanto a 1ª temporada teve orçamento mais modesto, a segunda recebeu mais do que o triplo do valor inicial. Isso permitiu cenas mais elaboradas, efeitos visuais superiores e um elenco expandido com participações especiais — incluindo atores de Hollywood e celebridades camufladas como VIPs.

6. Uma atriz de K-drama clássico aparece disfarçada
Na 2ª temporada, uma das VIPs mascaradas era interpretada por uma veterana de doramas coreanos dos anos 90. Muitos não notaram até que ela revelou em entrevistas. A ideia era justamente brincar com a fronteira entre o mundo “real” e o teatro macabro dos jogos.
7. O policial da 1ª temporada reaparece em flashbacks cruciais
Hwang Jun-ho, o policial infiltrado, parece ter desaparecido após ser baleado na 1ª temporada. No entanto, ele ressurge em flashbacks que revelam como os jogos se expandiram globalmente, e que o Front Man (irmão dele) teve um papel maior do que se imaginava na estrutura dos jogos mundiais.
8. A música tema da série é inspirada em um compositor francês
A trilha sonora principal foi composta por Jung Jae-il, mas incorpora trechos e estruturas inspiradas em Érik Satie, compositor francês do século XIX. Isso deu à série uma identidade sonora melancólica, quase de teatro trágico — mesmo nas cenas mais brutais.
9. A 3ª temporada teve uma celebridade internacional surpresa
Durante os episódios finais da 3ª temporada, uma das apostas dos VIPs é feita por Cate Blanchett. Ela aparece com uma máscara dourada e tem uma fala curta, mas a revelação do rosto acontece em um momento-chave, o que deixou os fãs em choque.

10. Hwang Dong-hyuk não planeja uma 4ª temporada
O criador afirmou em entrevista à People que a história de Round 6 foi pensada para acabar na 3ª temporada. Segundo ele, estender a trama além disso poderia “diluir” a mensagem original. Ainda assim, ele não descarta spin-offs com outros personagens — principalmente sobre o passado dos VIPs ou a origem dos jogos em outros países.
11. Existem versões alternativas de alguns episódios
A Netflix revelou que cenas inteiras foram regravadas com finais diferentes, caso fosse necessário alterar o desfecho da série por censura ou repercussão pública. Uma dessas versões mostra um desfecho mais sombrio para Gi-hun, mas nunca foi ao ar oficialmente.
12. O nome “Round 6” é exclusivo do Brasil e poucos países
No mundo inteiro, a série é chamada de Squid Game. Mas no Brasil e em poucos mercados de língua portuguesa e espanhola, foi renomeada como Round 6 para facilitar a compreensão do público que não conhece a brincadeira “jogo da lula” (que é regional da Coreia do Sul).

13. A morte da personagem 067 inspirou protestos de fãs
A morte de Kang Sae-byeok (HoYeon Jung) causou comoção global. Fãs criaram abaixo-assinados pedindo que ela retornasse nas próximas temporadas. A atriz, inclusive, recebeu mais de 14 prêmios internacionais só por essa performance, mesmo sendo seu primeiro papel como atriz.
14. Os jogos da 3ª temporada incluíram desafios globais
Ao contrário das duas primeiras, a última temporada mostrou jogos inspirados em brincadeiras de outros países — como o “telefone sem fio” (EUA), “pique-esconde silencioso” (Japão) e “corda cega” (Brasil), indicando que o projeto dos jogos era global desde o início.
15. Round 6 é estudado em universidades
Desde 2022, Round 6 virou tema de cursos e disciplinas em universidades na Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Brasil e Canadá. Os assuntos vão desde sociologia, psicologia e estudos de mídia até filosofia política. Isso reforça o impacto profundo que a série teve no debate contemporâneo sobre desigualdade, ética e desumanização.


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