Estereótipos preconceituosos que os japoneses enfrentam

, ESCRITO POR


Hoje vamos ver algumas generalizações e estereótipos preconceituosos que os japoneses enfrentam dos brasileiros e outras nacionalidades. Será que os japoneses são preconceituosos ou o contrário?

Muitos questionam o fato de japoneses serem racistas, preconceituosos ou xenofóbicos, porém não possuem argumentos. Muitos acabam taxando os japoneses de preconceituosos apenas pela sua timidez e dificuldade de socializar.

O que as pessoas sempre esquecem é que o preconceito e racismo se encontra no mundo inteiro. As pessoas que taxam os japoneses de preconceituosos estão apenas provando que eles mesmos são preconceituosos.

Neste artigo vamos mostrar alguns pontos que mostram o preconceito que os japoneses enfrentam no Brasil e no mundo inteiro, mostrando assim que o erro está exatamente do lado oposto.

Sumário do Artigo
- Japoneses só gostam de orientais? 
- Órgão Genital Masculino e corpo das japonesas
- Gritar palavras aleatórias que não existem
- Sem respeito a nacionalidade, todos iguais
- Não conhecem a culinária, só pensam em sushi
- Pastel de Flango - Não falam o R
- Suposições erradas - Vou inventar coisas

A ideia de que japoneses só gostam de orientais

Alguns acham que os japoneses gostam de se relacionar apenas com asiáticos. Criam uma ideia de que japoneses querem apenas uma raça pura e ter amizade apenas com japoneses. Uma ideia totalmente errada, que resulta em diversas situações constrangedoras e causa a ideia de que japoneses são racistas.

Muitos japoneses não se relacionam com ocidentais por causa da timidez, e as vezes a introversão dos ocidentais podem assustar alguns japoneses. Ainda assim, esse julgamento é um erro completo, japoneses gostam de conhecer pessoas e expandir seu circulo de amizade.

Estereótipos preconceituosos que os japoneses enfrentam

Como esse mito surgiu? Infelizmente os japoneses sofreram muito preconceito dos brasileiros depois da segunda guerra mundial, por isso muitos descendentes que moram no Brasil ficaram de cara fechada.

Com certeza devem existir aquelas famílias tradicionalistas e nacionalistas. Só que muitos orientais sonham em casar com ocidentais, alguns focam totalmente nisso, principalmente as gaijin hunter.

Obsessão pelo corpo e órgão genital dos japoneses



Infelizmente, alguns fazem piadas e críticas com respeito a altura, ao órgão genital masculino ou o tamanho do corpo ou dos seios das japonesas. Considero uma grande ofensa e falta de respeito!

Não é nenhuma competição de tamanho. Falar de um assunto tão inútil só mostra o tanto de merda que as pessoas têm na cabeça.  Eu mesmo prefiro mil vezes os corpos das japonesas, do que essas toneladas de gordura presente no ocidente.

Na verdade, eu até escrevi um artigo que mostra que os seios das japonesas são grandes e proporcionais ao tamanho do corpo delas. Aqueles que zoam, fazem piadas ou se importam com coisas assim são pessoas tão vazias.

Estereótipos preconceituosos que os japoneses enfrentam

Gritar palavras aleatórias ou que não existem

Se você considera dizer: takakara nomuro uma brincadeira, você está sendo insensível. Pessoas infelizmente zombam do idioma oriental, falam palavras aleatórias tipo arigatou apenas como zombaria.

Outros chamam o idioma de esquisito, feio e colocam uma dificuldade que não existe. Eu pessoalmente estou cansado de estudar o idioma, e as pessoas ignorantes chegarem com brincadeiras e criticas.

As pessoas simplesmente não fazem ideia do quão rico o idioma japonês pode ser. Por perderem tempo com essas piadinhas que muitos brasileiros não conseguem aprender nem se quer inglês.

Sem respeito a Nacionalidade, são todos olhos puxados



Primeiramente os japoneses enxergam perfeitamente bem, e até melhor, visto que os olhos puxados servem de proteção a radiação ultravioleta refletida pela neve.

Mandar o japonês abrir os olhos, ou categoriza os asiáticos, trocar nacionalidade por serem parecidos, são atitudes degradantes e pura inveja da beleza dos olhos puxados. Acha bom mandar brasileiro deixar de ser bandido?

Na realidade a dificuldade que brasileiros tem de diferenciar japoneses, acontece também ao contrário. Orientais tem dificuldades de diferenciar ocidentais, isso acontece por causa de um bug no cérebro pela falta de convivência com certas características raciais.

Estereótipos preconceituosos que os japoneses enfrentam

Vocês comem aquelas comidas esquisitas? só comem sushi?

Outro problema é a ignorância de achar que japoneses comem insetos, cachorro e outras coisas que se consideram nojentas, ou imaginam que sushi é um prato diário no Japão.

Na verdade, comer sushi no Japão é a mesma coisa de comer Pizza no Brasil, você come Pizza todos os dias? No Japão se come arroz, carne, macarrão, legumes e verduras como em qualquer lugar. Os japoneses só não costumam comer feijão.

No Japão não se come insetos nem coisas que parecem nojentas aos olhos dos ocidentais, já que é um país rico, enquanto esses países que consomem certas coisas estranhas, na maioria das vezes é devido a pobreza.

Antes de insultar as pessoas devem estudar um pouco. Outra coisa que Infelizmente japoneses têm que aturar são perguntas idiotas como:

  • Você sabe comer de pauzinho né?
  • Na sua casa tem garfo?

Pastel de Flango com catupili



Essa é a famosa frase, e um dos maiores insultos tanto para os chineses como para os japoneses. Primeiramente isso é um insulto ao Idioma chines, mostrando a gama de ignorância das pessoas.

No idioma japonês não existe o “L“, veja o vídeo abaixo mostrando que japoneses na verdade falam PASUTERU DE FURANGO.

não sei nada sobre japoneses, vou inventar coisas

Por ser japonês, as pessoas acham que eles tem que ser super inteligentes, fazer equações matemáticas enormes, construir robôs, tem que ser higiênico, educado… Acham que todos são iguais, e que não há diversidade cultural entre eles.

Junto com os diversos motivos citados acima, japoneses ainda tem que aguentar apelidos como japa, ou com palavras do português que parecem japonesas. Sem citar nas milhares de críticas sobre a cultura e costumes japoneses que eles nem conhecem.

Essas brincadeiras nada mais são do que racismo disfarçado. Dificuldade de aceitar o descendente oriental como um cidadão brasileiro comum. Antes de taxar japoneses de preconceituosos, olhem para seus próprios umbigos.

Esses foram apenas alguns dos fatores que mostram quem realmente sofre discriminação, será os brasileiros ou japoneses? É obvio que todo esse assunto é delicado e relativo.

Por isso antes de tirar conclusões precipitadas também devemos entender um pouco sobre o preconceito dos japoneses em relação aos ocidentais. Comente e Compartilhem se possível, para que as pessoas possam refletir sobre essas atitudes.

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80 comentários em “Estereótipos preconceituosos que os japoneses enfrentam”

  1. Nota-se que a autora do último comentário não é oriental e esta totalmente por fora das “gírias preconceituosas” contra os orientais. O rótulo da mulher brasileira como “fácil e garota de programa” é culpa de nossa cultura que faz a mulher parecer um objeto sexual e esta imagem é vendida ao mundo para atrair turistas de todos os cantos e sei o quanto as mulheres detestam este “rótulo”. Assim como nós orientais detestamos piadas de mau gosto com conotação preconceituosa e racista como “pastel de flango” o que é normal para você é anormal para nós pois somos as pessoas que recebem as palavras. Esta “cultura da zoação” que você mencionou e defendeu é apenas uma amostra do quanto as pessoas são ignorantes para falar mal uma das outras “sem mais nem menos”. Além do mais, fui eu a pessoa que citou a China como uma das potências ao lado da Coréia do Sul, que outrora era uma sub potência ao lado do Brasil, e sim minha cara, conheço perfeitamente a cultura do trabalho escravo na China, mas formalizei o meu comentário citando os aspectos positivos que o país mostrou ao mundo. Multinacionais de cada canto do mundo estão investindo na China e contribuindo para que este país cresça. Sim a China ainda é um país pobre e medíocre devido ao rígido sistema comunista, mas é um país que tem aberto as portas ao mundo para atrair mais investidores. No Brasil esta sua “cultura da zoação” é um dos males de nossa sociedade que causam tantos atritos entre a população, e sobre os orientais serem minoria, ora querida, isto não vem ao fato de que nós sejamos obrigados a aceitar os rótulos que as pessoas nos impõem. Eu não preciso me basear em comentários ou em estudos de outras pessoas para formar a minha opinião, então seus argumentos não passaram de baboseiras, procure “estudar” mais para entender o que os orientais brasileiros passam no dia-a-dia ao invés de justificar tais atos.

  2. Olha… fui atraída pelo tema. Li os primeiros comentários, até gostaria de ler todos, mas são muitos, então já pulei para o final para dizer o que penso. Quando li este último comentário da Luana Dementia, que, aliás, parabéns Luana. Fiquei sem o que dizer após ler o seu comentário. Faço das duas palavras às minhas. Você me representou. Então o que posso dizer para diferenciar ou complementar a Luana? Nada mais modesto do que isso: Acho de extrema importante lembrar que o brasileiro, com ajuda da internet e liberdade total, tem criado um estilo de comédia próprio. A famosa ‘zoeira’ e os ‘memes’ da vida fazem parte do comportamento do brasileiro, seja na alegria, seja na tristeza, seja na saúde, seja na doença, seja na graça, seja na desgraça. É o pão nosso de cada dia do brasileiro que tem nos alimentado diariamente. E se compararmos com os orientais, essa atitude é totalmente condenado por eles, com exceção dos coreanos e alguns outros orientais. Você pode não acreditar, mas os memes se tornou uma das maiores exportações que o Brasil tem feito, e vários adeptos têm alcançado mundo à fora. Tanto zoam os brasileiros quando podemos zoá-los. Esse liberdade, ou é limitada para o bem de todos ou é necessário entrar em consenso. Zoamos inclusive nossos patriotas, nossos ascendentes (os portugueses). Não é o papa que abriremos exceção. Estou dizendo que concordo com isso? Não, estou dizendo como funciona. O brasileiro usa isso não muitas vezes como uma arma maliciosa, mas um passatempo. Não excluir nada nem ninguém da zoeira (essa é a vibe do momento, apoiados por uns, condenados por outros, sem falar dos imparciais que segue em silêncio). Eu não entendo que ‘pastel de flango’ seja um ‘puta preconceito’ quando eu sou lembrada no exterior de que mulher brasileira é ‘fácil, gostosa e garota de programa’. Isso sim é um ‘puta preconceito’ e de uma ofensa quase irreparável. É a minoria falando pela maioria? É a exceção falando pela regra? Para dar por encerrado meu comentário, já que eu me dobro aos comentários da Luna, quero dizer aqui para uma pessoa que citou que a China deixou de ser um país subdesenvolvido para hoje declarar-se um país que ultrapassa a economia dos EUA. Cuidado com as fontes que ‘você’ do comentário, tem visto por aí. Talvez porque minha visão é mais de direita, obtenho informações contraditórias, desumanas e ilegais. Muito do que a China fez e vem fazendo não é exemplo a ser seguido por nenhum país. O trabalho escravo é tão óbvio na China que, se você não parar para analisar isso, vai continuar elogiando o império Chinês sem saber se ele foi merecido ou não. Claro, isso vale para qualquer nação, estou apenas dando o exemplo da China que foi citado, já que estamos falando de cultura oriental. Não espero grandes exemplos de países com regime comunista.

  3. Presidente Prudente é um lixo de cidade, o povo é mau educado, os pais não educam seus filhos e mesmo frequentando escola custam a respeitar diferenças étnicas e físicas de cada pessoa, se for japonês e passar na entrada/saída de uma escola pública, esteja preparado para ouvir desaforos racistas por parte dos estudantes, tema este que nenhum site aborda e que sempre provocam brigas, espancamentos e até a prisão destes adolescentes. Também sou oriental e já ouvi muito desaforo de alunos de escolas sejam públicas/privadas por conta dos meus aspectos físicos e culturais e é terrível imaginar estes mesmos jovens daqui alguns anos educando seus filhos e netos a agirem da mesma forma e este racismo provoca também a discriminação/preconceito futuramente no dia a dia do trabalho onde as pessoas tem a tendência de isolar os orientais e não tratar-nos como iguais. Se puder Carlos, mude para uma cidade onde as pessoas tem mente aberta e são mais educadas, Maringá-Pr é um bom exemplo. Já morei em Presidente Prudente/SP e esta cidade é uma merda total, como disse, o povo é sem educação, os jovens são iguais aqueles sob a tutela da fundação Casa, a intolerância contra as diferenças físicas e culturais são explícitas nas atitudes das pessoas, ou seja, é uma cidade medíocre do interior de SP. Já processei uma escola pública municipal após ter sofrido racismo nas ruas por parte de seus alunos, registrei boletim de ocorrência e iniciei o processo, não fui indenizado após ganhar a causa mas não era nem por conta do dinheiro que havia movido a ação e sim para que a instituição fizesse valer o respeito entre as pessoas dentro e fora da escola. Resolveu? Não, pois não basta a escola orientar seus alunos se a família não faz o seu papel na educação de seus filhos(as). Para os orientais em geral serem respeitados, uma série de reivindicações precisaram ser realizadas, pois assim como os negros hoje são respeitados, nós orientais também queremos o mesmo direito, não importa se nossos descendentes chegaram durante o fim da 1ª Guerra Mundial, nós também temos nossa parcela de participação na história do Brasil e merecemos o mesmo respeito que os demais cidadãos. Hoje vejo não só orientais sofrendo discriminação e racismo nas ruas, mas também imigrantes e refugiados de outros países.

  4. Olha só como algumas pessoas mau caráter são. A campanha de vacinação contra a febre amarela começou em todo o Estado de São Paulo. No posto de saúde de Presidente Prudente ao aguardar na fila de espera, uma família chegou e ficou logo atrás na fila e ouvi comentários racistas do tipo “febre amarela” sinalizando para mim e rindo, não bastando a total falta de educação, ousaram passar à minha frente para solicitar informação, absurdo. Não reclamei, não por ser “bobo” como os racistas taxam os orientais, mas por ter educação e saber que não vale a pena discutir com gente daquele tipo.

  5. Parabêns pela postagem Kevin. Eu sou descendentes de japoneses e sofro o mesmo tipo de discriminação que os negros sofrem no Brasil, ou seja, é gente mudando de calçada ao me ver, é gente encerrando o papo e se mandando quando passo, é gente correndo pra dentro do carro ou moto e saindo, e até já ouvi desaforo gratuito de policiais por eu ser oriental, isto quando não acham graça do aspecto físico dos orientais, enfim não sou marginal, não sou de briga, sou bem educado e é assim que sou tratado nas ruas, com hostilidade e assim como o Marlon Takamura, também sou natural de Presidente Prudente/SP e por aqui o preconceito é muito forte contra os orientais.

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