Japão prova que armas de fogo não são necessárias?

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Com a crescente violência no Brasil, o uso de armas de fogo geram discussões nas redes sociais. Muitos desejam que o Brasil faça como os EUA e facilite o acesso as armas de fogo a população. Neste artigo vamos analisar o Japão, e provar que através de sua história e cultura, ter uma arma de fogo pode e não ser necessária.

Cada país possui suas próprias situações e circunstâncias que determinam como as armas devem ou não ser usadas e distribuídas. No próprio Japão as armas de fogo tiveram um papel muito importante na sua história e cultura. Neste artigo queremos abordar diversos assuntos como:

Eu sou totalmente contra qualquer uso de arma de fogo, mas se for pra escolher entre pessoas inocentes morrendo mais do que bandidos por causa do desarmamento, eu prefiro pessoas armadas matando os bandidos. Primeiro devemos pensar se esse é necessariamente o melhor passo para acabar com a insegurança do Brasil.

Quantas pessoas morrem com arma de fogo no Japão e no mundo?

No Brasil mortes por armas de fogo ultrapassam os 50.000 todos os anos, enquanto nos Estados Unidos da América o número costuma ficar na faixa de 30.000. O que dizer do Japão? Praticamente o número de mortes por arma de fogo por ano no Japão, não costumam ultrapassar nem mesmo 10 pessoas.

Cerca de 90% da população Americana está armada, enquanto 8,8% da população brasileira está armada, já no Japão nem mesmo todos os policiais estão armados. Mesmo assim as armas de fogo preenchem mais de 70% dos homicídios no Brasil, enquanto nos Estados Unidos esse número é 5x maior e boa fatia vem de suicídios.

Armas de Fogo no Japão

Nos últimos 30 anos as mortes provocadas por armas de fogo no Brasil subiu em 346,5%, enquanto os índices de diversos países vem abaixando a cada ano. Até mesmo países vizinhos e o famoso México, possuem estatísticas menores que o Brasil, mesmo tendo quase o dobro de armas de fogo e tráfico de drogas.

Países como Coreia e Singapura proíbem e possuem uma baixa taxa de mortes por armas. Já a Islândia têm um dos menores números de mortes por armas mesmo com 30% da população armada. Fica evidente que armas de fogo não fazem tanta diferença nos índices de diversos países. Tudo depende de como o país funciona, sua cultura e suas leis.

É muito difícil conseguir uma arma no Japão?

Quando falamos em posse de armas, as pessoas acreditam que é totalmente proibido ter armas no Brasil e no Japão. A grande verdade é que qualquer pessoa pode ter um porte de arma por dentro da lei em ambos os país, mas existem milhares de regras rigorosas e um custo bastante caro pra tudo isso.

Armas de Fogo no Japão

Houve várias alterações recentes que tornaram a posse de armas ainda mais restritiva no Japão, porque teve épocas que japoneses podiam ter armas que nem americanos tinham permissão de ter. Hoje em dia até mesmo para usar um rifle de ar no Japão, é necessário uma licença.

No Japão a pessoa precisa fazer várias aulas de tiro, passar por uma prova escrita, fazer testes psicológicos e de drogas em um hospital e fazer uma gigantesca verificação em sua vida e ficha criminal. Em sua casa as armas devem ficar num local seguro e separado da munição. Depois de tudo você vai ter permissão de uma espingarda ou rifle de ar para caçar.

Mesmo com a licença de portar armas no Japão, você precisa reportar a polícia toda vez que for caçar e quantas balas vai usar. Depois da caçada você precisa relatar o destino de cada bala, quantos tiros foram dados, quantos atingiram seus alvos e para onde foram as falhas. Todos os anos você será inspecionado pela polícia.

Armas de Fogo no Japão

Armas ilegais também circulam no Japão como em qualquer país entre os criminosos. Felizmente elas são raramente usadas para assaltos ou roubos graças as pesadas leis japonesas. A importação ilegal de armas também é algo muito raro, algumas armas dos criminosos são simples troféus de guerra.

A história das armas no Japão e como foram proibidas

O Japão passou grande parte de sua história em guerras civis. No ano de 1500 os holandeses trouxeram uma arma chamada matchlock que teve grande participação nas guerras durante o período Sengoku. Nesse meio tempo o Japão se tornou o maior fabricante de armas do mundo e de mais alta qualidade.

As armas permitiam o uso de camponeses na batalha, já que não exigia muito treino e experiência como as espadas e arcos. As armas ajudaram Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu a unificar o Japão. Assim surgiu o Xogunato Tokugawa que foi considerado um dos períodos mais longo de paz na história do Japão.

Armas de Fogo no Japão

Foi Toyotomi Hideyoshi quem proibiu os camponeses de possuir armas para evitar rebeliões. As armas de fogo no Japão e sua fabricação foram completamente banidas junto com as espadas logo depois de sua unificação. A posse de armas em geral foi severamente restringida e até mesmo a classe de samurais foi transformada em burocratas.

Depois da segunda guerra mundial as armas de fogo perderam ainda mais a sua popularidade com o fim do gigantesco exercito japonês. A Yakuza e os criminosos japoneses incrivelmente tem diminuído a cada ano, principalmente o uso de armas pelos mafiosos, trazendo ainda mais paz ao Japão e sua população.

Como os japoneses encaram armas de fogo?

A maioria dos japoneses nunca viu uma arma na vida, muito menos atirou com uma. Na maioria das vezes, apenas policiais de alto nível, criminosos, caçadores e militares conseguem vivenciar o uso de uma arma de fogo. Isso faz com que o desejo de ter uma arma de fogo seja improvável para um japonês.

A realidade dos japoneses fazem eles pensarem que se um país como os EUA larga-se suas armas, a violência simplesmente iria desaparecer. O Japão nem se quer cogita a ideia de um assalto a mão armada ou de carro.

Armas de Fogo no Japão

Em países como EUA e Brasil as armas de fogo parecem fazer mais sentidos, diferente do Japão que pra muitos parece um mundo de fantasia, mas que realmente não é necessário nenhuma preocupação com relação a violências e armas.

Não apenas os japoneses mais algumas outras nações desenvolvias veem a cultura americana de armas de fogo de forma bastante negativa. Na maioria dos países onde as armas de fogo são liberadas, seu uso comum é para caçar e não se defender (até porque não tem necessidade).

O único hobby envolvendo armas que é popular no Japão além de vídeo games é o airsoft. No Japão é possível encontrar uma infinita variedade de armas de airsoft, até mesmo animes e mangás sobre airsoft foram lançados nos últimos anos.

Armas de Fogo no Japão

Nem mesmo a caça de animais é tão popular no Japão, a maioria dos que possuem posse de arma no Japão para caçar faz isso como trabalho e não por esporte. Apenas pessoas de alta classe e com ligações internacionais costumam usar a caça como um hobby.

Como o Japão consegue ser seguro sem armas de fogo?

Diversos aspectos da cultura japonesa torna o Japão um lugar livre de armas e violência. A rigidez nas leis, educação e sociedade faz com que os japoneses tenham harmonia sem pensar ou tentar fazer o mal. Essa cultura rígida e pressão social tem suas consequências, mas é um fator chave na segurança do país.

Eu provavelmente levaria anos para tentar explicar as diferenças culturais dos japoneses e brasileiros e como isso afeta drasticamente na segurança de cada país. Alguns usam a desculpa do Brasil ser grande e cheio de fronteiras, enquanto o Japão é apenas uma ilha, mas essa ideia não é correta se analisarmos os dados dos países vizinhos.

Armas de Fogo no Japão

As diferenças entre os países é cultural e não geográfico. Basta o Brasil aplicar leis rígidas e investir na educação para acabar drasticamente com essas estatísticas assustadoras de crimes e mortes por arma de fogo no país. Se a massa populacional tivessem um pouco mais de interesse no próximo e no conhecimento, muitas dessas coisas seriam evitadas.

Na realidade, no cenário atual do país, eu só vejo coisas negativas acontecendo com a liberação de armas sem controle rígido e sem alteração nas leis e punições criminais. Sem mencionar que culturalmente os brasileiros não estão preparados para possuir armas. Nem mesmo todos os policiais mostram competência ao usa-las.

Eu não sou contra a liberação de armas, só não acho uma boa ideia liberar armas sem mudar a lei falha que temos no Brasil. Com esse artigo quero apenas apresentar que não são as armas que tornam o país seguro mas sim a lei e educação.

Acho que a única e melhor solução para o Brasil é fazer como foi feito em Singapura, eliminar todo mal pela raiz. Mudanças são possíveis, já que tanto o Japão como Singapura eram países violentos e viraram países pacíficos. E você? O que acha? Espero que tenham gostado do artigo, agradecemos aos compartilhamentos e gostaríamos de ouvir seus comentários.

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10 comentários em “Japão prova que armas de fogo não são necessárias?”

  1. Há outro ponto relevante que não foi abordado – e nem culpo o autor, já que mesmo fontes tidas como idôneas, como o Mapa da Violência, costumam passar batido: qual a origem e situação das armas que ocasionam estas mortes. Para isso, geralmente é preciso ler as tabelas com dados de diferentes classificações e cruzá-los.

    Explico.

    São situações completamente diferentes: a) uma morte por meio de uma arma obtida e mantida dentro da lei e comete homicídio (e.g. um caso em que um cidadão, passando pelos mecanismos de controle, obtém uma arma e a usa indevidamente em uma briga após um acidente de trânsito, ou um homicídio em massa seguido de suicídio, ou, no limite, uma pessoa íntima subtrai a arma para utilizá-la), b) uma morte por meio de arma legal, em situação lícita (como exemplo mais óbvio: legítima defesa real própria mediante tentativa de assalto – roubo ou latrocínio), ou c) morte por meio de armas ilegais, geralmente por criminosos “de carreira”, sejam de uso proibido para civis (obtidas por contrabando do exterior ou de integrantes corruptos das próprias Forças Armadas, que costumam ter como destinatários integrantes de alguma das dezenas de facções criminosas do país) ou de uso permitido para civis dentro de certos parâmetros (mas que são ou roubadas ou traficadas, frequentemente com numeração raspada).

    Tratar especificamente da legislação em torno das restrições à posse ou ao porte de armas costuma influir primariamente nas mortes da categoria “a”. Mortes naquela parcela se dão porque há algo muito errado com o sistema – e aqui me refiro desde a legislação até fatores culturais graves -, com o sujeito que comete o ato ou com ambos. Aqui se pode falar em lei falha, ou em algum fator cultural crítico, pois é nesta parcela que poderíamos encaixar casos como o massacre de Columbine, qualquer caso em que o sistema permita que alguém sem condições não tenha condições de possuir armas de fogo – inclusive por negligência em mantê-la longe de quem não deva acessá-la -, etc. Aqui, também, cabem os casos de abusos de profissionais de segurança.

    Os casos da segunda parcela são problemas do tipo inevitável, ou o menos pior dos males. Assaltante morto em troca de tiros com a polícia, ou morto por civil em caso de legítima defesa, não é algo que tira meu sono. Legítima defesa putativa escusável ou estado de necessidade, por exemplo, são uma fatalidade lamentável, mas também não haveria o que pudesse ser feito. Acho que essa categoria dispensa maiores explanações para o fito da presente discussão.

    A posse de armas pelos cidadãos, com os cuidados necessários, serve para inibir as mortes da categoria “c”, o tipo mais impérvio às soluções derivadas de mudanças legislativas e culturais, e que são a maior parcela do total de mortes por armas de fogo. Nos Estados Unidos, são exatamente os estados com maior liberação de armas que contabilizam as menores quantidades de mortes por armas de fogo. O que tende a se suceder, com a liberação das armas, é um aumento relativamente pequeno da quantidade de mortes que se encaixam na primeira categoria e uma diminuição significativa nas mortes da última categoria.

    E isso sem entrar no argumento político das armas como um último recurso da população contra a tirania, considerando que praticamente todo déspota bem sucedido da História procedeu ao prévio desarmamento do povo que dominou.

    Dito isto, eu mesmo acho que, em geral, o Brasil tem sérios problemas culturais, inclusive no sentido de caráter, que facilitam o estado em que nos encontramos. Porém, para não me alongar, ainda sustento que, no tocante às armas com relação à segurança pública, é pior sem elas do que com.

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    • É um bom ponta a abordar, principalmente se tratando dos USA. E realmente, até mesmo no Brasil o número de mortes por arma, grande parte são de criminosos e bandidinhos que devem para traficantes, então não da pra alarmar esse número gigante… Mas o ponto de destaque do Japão é realmente a falta de necessidade dessas armas, sua capacidade de evitar sua proliferação no país, tanto entre cidadões como polícia ou até os bandidos do país não precisam delas. Claro que como vc disse, fatores culturais, geográficos e leis colaboram muito nesse sentido. Não da para comparar de forma justa… mas se o Japão e Singapura conseguiu sair da desgraça de guerras e violência eliminando armas, qualquer um pode. Claro que isso nunca vai acontecer aqui ou nos EUA, por isso a alternativa sua é melhor, mas ainda é assustadora, principalmente se tratando de brasileiros rsrsrs.

  2. O problema do brasil é que as leis não são duras como no Japão, pois a glamurização da bandidagem é muito presente e o povo Brasileiro está farto disso, oque não dá mais pra aturar é essa palhaçada de bandido fazer e acontecer e ser tratado como celebridade, exemplo dessa nojeira toda e o maniaco do parque, que depois de ter matado varias mulheres, recebe cartas de amor de outras mulheres na prisão é como dizem por aí “No Brasil o poste urina no cachorro,a banana come o macaco e o rato bate no gato”.

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