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Osamu Tezuka – O Deus do Mangá

Osamu Tezuka – O Deus do Mangá

Os mangás surgiram no início do século XX e, com o passar dos anos, tornaram-se um produto mundialmente conhecido e indispensável à sociedade japonesa. Seu sucesso pode ser atribuído às suas características tão particulares como a grande diversidade de gêneros, a forte presença da linguagem cinematográfica e o traço em estilo cartum.

Muitos dos fãs brasileiros de mangás se tornaram admiradores dos criadores de seus quadrinhos e animês favoritos, porém nunca ouviram falar de um dos grandes pioneiros do ramo. Não é difícil encontrar, por exemplo, otakus que se referem a Akira Toriyama – criador de Dragon Ball – como “mestre”, sem fazer ideia de que Toriyama, assim como muitos outros mangakás, possui como principal inspiração as obras de um outro grande mestre, que implementou ao mangá suas mais marcantes características: Osamu Tezuka.

 

Osamu Tezuka e Maurício de Souza

 

Após a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, a população japonesa encontrava-se completamente desolada. Foi então que o estudante de Medicina Osamu Tezuka, dotado de grande talento artístico, pensou que uma boa maneira de trazer felicidade aos japoneses (principalmente às crianças), em uma época tão trágica, seria através de quadrinhos cômicos e otimistas.

Ao longo de sua vida, Tezuka criou e desenhou inúmeros mangás, entre eles Tetsuwan Atom (Astro Boy), que viria a tornar-se o primeiro animê da história; e Ribon no Kishi (A Princesa e o Cavaleiro), considerado o percursor dos mangás shoujo. Além disso, foi Tezuka quem introduziu os grandes olhos aos mangás, inspirado pelos trabalhados de Walt Disney e pelas atrizes do teatro Takarazuka, cujos olhares brilhavam à luz dos refletores.

 

Ribon no Kishi

 

A grande paixão de Tezuka pela sétima arte também se mostrou presente em suas obras. O artista introduziu a linguagem cinematográfica aos mangás, utilizando vários tipos de enquadramentos e decompondo o movimento nos quadros. Inspirado pelos roteiros hollywoodianos, também criou histórias com marcantes confrontos entre heróis e vilões e grande dramaticidade, algo que não existia nos quadrinhos japoneses até então.

 

Linguagem Cinematográfica em Shin Takarajima

 

Devido às suas contribuições ao meio, Tezuka recebeu a alcunha de Manga no Kamisama (Deus do Mangá). Infelizmente ele nos deixou cedo, vindo a morrer de câncer em 1989 aos 60 anos, porém seus trabalhos nunca deixarão de nos divertir e inspirar os futuros artistas.

 

  • Diego

    Muito bom!!

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